Cidades
Loteal suspende permiss�o para explorar ca�a-n�queis
Os comerciantes que exploram a modalidade lotérica caça-níqueis podem ter as permissões cassadas se não pagarem o que devem à Loteria Social do Estado de Alagoas (Loteal). A Loteal, segundo seu diretor-presidente, coronel Ronaldo Santos, enfrenta uma inadimplência de mais de 60%, por isso, decidiu suspender todos os acordos de parcelamento de dívida decorrentes da exploração das máquinas caça-níqueis. Ao todo são 28 permissionários, que exploram cerca de oito mil máquinas em todo o Estado. Mensalmente, eles têm que prestar contas da arrecadação, repassando 7% do total arrecadado para os cofres da Loteal. A Loteria Estadual foi criada em janeiro de 2001, pela lei nº 6.225. O coronel Ronaldo Santos, que assumiu a função há cerca de um mês e meio, disse não saber qual o montante total ou quanto cada um dos 28 permissionários repassa como pagamento pela exploração, mas enfatiza que o contrato de exploração não admite parcelamento do repasse mensal. ?Mas, mesmo com os acordos feitos, eles não cumpriram os prazos, gerando essa inadimplência?, afirmou Ronaldo Santos. A suspensão do pagamento parcelado foi estabelecida por meio da portaria nº 149/2003, publicada ontem no Diário Oficial do Estado. Sobre a decisão do Ministério Público (MP) Estadual que determinou a apreensão de todas as máquinas caça-níqueis existentes em Alagoas, o diretor-presidente da Loteal disse que a questão é de competência da Secretaria de Defesa Social (SDS), a quem a determinação do MP foi encaminhada. A questão, acrescentou ele, está sendo analisada pela SDS e Procuradoria Geral do Estado. O coronel Ronaldo Santos revelou apenas que toda documentação que o MP solicitou foi encaminhada pela Loteal. ?Foram cerca de 6 mil cópias de documentos?, afirmou.