Cidades
A��o pode ser estendida para outras 31 barracas da orla
A demolição das barracas Tetê e Abigail, na Praia do Francês, ocorreu sem resistência dos donos, que já haviam sido notificados pela Justiça Federal. Por conta própria, eles retiraram tudo o que havia dentro das barracas, antes que fossem derrubadas pelos tratores. Eles só tentaram resgatar o que sobrou depois da derrubada, como pedaços de tijolos. Policiais federais mantiverem-se no local para dar segurança aos operadores dos tratores e das caçambas que trabalhavam para retirar os entulhos. Apesar dos protestos, o processo de demolição das barracas foi mais que anunciado. A primeira tentativa de derrubada das barracas ocorreu em junho, mas acabou não acontecendo por causa de um protesto realizado pelos barraqueiros. Todas as 31 barracas do Francês têm processo em tramitação na Justiça Federal para serem demolidas, porque estão ocupando de forma irregular uma área da União. As duas primeiras foram derrubadas porque os proprietários não entraram com recurso e deixaram o processo correr à revelia. O processo teve início com um levantamento feito pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU) em toda a área litorânea de Alagoas, para identificar as ocupações irregulares. O presidente do Conselho Consultivo da Associação dos Amigos e Moradores da Praia do Francês, Paulo Sousa, explicou que já existe uma proposta para padronizar as barracas na praia. Seriam no total 13 barracas conjugadas, todas com o mesmo padrão. Ele afirmou que a ação para derrubada das barracas do Francês só vai provocar desemprego e, por isso, pediu a sensibilização da Justiça Federal para suspender o processo de demolição. A interdição da AL-101 Sul acabou trazendo prejuízos para os próprios barraqueiros. Os turistas que pretendiam desfrutar das belezas da Praia do Francês, acabaram ficando no meio do caminho. Ao contrário dos outros dias, a praia ficou vazia. E as poucas barracas que funcionaram ficaram vazias. Nas ruas do povoado, nenhum ônibus de turismo ou mesmo carros particulares. Os moradores do Francês também ficaram sem ônibus para se deslocar a Maceió. (MFA)