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Demoli��o no Franc�s leva barraqueiros a protesto

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Barraqueiros da Praia do Francês bloquearam, ontem de manhã, por quase três horas, um trecho da rodovia AL-101 Sul, na altura do acesso do povoado de Massagueira, em Marechal Deodoro. O motivo do protesto foi a derrubada de duas barracas na Praia do Francês, em cumprimento a um mandado de reintegração de posse da área, expedido pelo juiz da 3ª Vara Federal Frederico Wildson Dantas. A demolição das barracas ocorreu por volta das 6 horas da manhã e foi garantida por um forte aparato de segurança, formado por policiais federais e militares. Revoltados com a decisão da Justiça, os donos de outras barracas do Francês, que também estão ameaçadas de demolição, interditaram o acesso à Praia do Francês. Depois seguiram em direção ao acesso de Massagueira, onde, por volta das 9 horas, fecharam a rodovia queimando pedaços de madeiras. A interdição da rodovia causou um congestionamento de mais de cinco quilômetros, nos dois sentidos. Ônibus lotados de turistas que se dirigiam à Praia do Francês e Barra de São Miguel ficaram retidos na pista. A guia de turismo Sandra Prata não se conformava com a situação. Ela levava um ônibus com 43 turistas, inclusive estrangeiros, para um passeio na Praia do Gunga, quando os barraqueiros davam início ao processo. ?Estou bastante envergonhada, vamos ter que voltar para o hotel e não sei o que dizer aos turistas?, lamentava-se Sandra, bastante nervosa. Constrangimento Os turistas mineiros Marluce Ribeiro e Robert Maciel também não ficaram nada satisfeitos. ?Estamos surpresos e decepcionados com essa manifestação?, afirmou Marluce, dizendo que irá levar uma imagem muito negativa do Estado. O chefe de cozinha Robert Maciel também não escondia sua decepção. ?Sabemos que se trata de um problema político, mas essa situação prejudica todo mundo?. Oficiais do Centro de Gerenciamento de Direitos Humanos da Polícia Militar estiveram no local para negociar a liberação da rodovia, que só ocorreu perto do meio-dia. Os barraqueiros só acabaram o protesto, depois que conseguiram marcar uma reunião, para hoje, com o procurador regional da República, Delson Lyra, para tentar encontrar uma saída para o problema.

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