Cidades
F�rum debate viol�ncia contra a mulher alagoana
FÁTIMA ALMEIDA O Movimento de Mulheres de Alagoas realiza, nesta quinta e sexta-feira, por meio do Fórum de Entidades Autônomas de Mulheres, o primeiro seminário estadual sobre o monitoramento da cidadania da mulher, considerando a violência. O objetivo é fazer um mapeamento da situação nos últimos dez anos, através da análise crítica de representantes de vários setores e de dados estatísticos, e traçar novos caminhos de luta para minimizar a escalada da violência. Os palestrantes trarão uma ótica diversificada pela forma como a questão é vista e tratada por diversos setores: Justiça e Segurança Pública, Legislativo, Executivo, Igreja, universidade, associações, organizações não-governamentais, centralizando as discussões no tema ?Violência contra a Mulher ? conceito, combate e perspectivas em nosso Estado?. De acordo com a médica Terezinha Ramires, coordenadora do Fórum, dados da Delegacia Especial da Mulher mostram que o índice de violência registrada chega a 40, 50 casos por dia. ?Ou as mulheres estão denunciando mais ou a violência está aumentando?, diz ela. Segundo Terezinha, o mapeamento desse quadro é feito com base em casos apresentados pela imprensa, registros de delegacias e centros de referência, conselhos e outras entidades de apoio às vítimas, mas há uma consciência de que os números ficam abaixo da realidade. ?A maioria não vai à delegacia prestar queixa, esconde o fato da família e das vizinhas, não procura ajuda porque tem medo ou vergonha?, destaca. Agressões Mesmo entre as que prestam queixa, mais de 50% desiste de levar o caso adiante, segundo ela. Para se ter uma idéia, no ano passado mais de 2 mil queixas foram registradas na Delegacia de Mulheres, mas pouco mais de mil foram mantidas. Outros aspectos destacados por Terezinha é que os agressores geralmente são pessoas próximas: companheiro, marido, ex-companheiro, pai, namorado, e até filhos, quando se trata de pessoas idosas. A lesão corporal ocupa o primeiro lugar, seguida de ameaça, difamação e violência sexual. As mulheres na faixa etária entre os 19 e os 40 anos são as principais vítimas. O seminário começa às 9h, no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas de Maceió (CDL).