Cidades
Servidores da Sa�de d�o novo prazo ao governo para proposta salarial
Os servidores da rede estadual de saúde decidiram ontem, em assembléia realizada no auditório da Escola de Ciências Médicas de Alagoas, aguardar até o próximo dia 2 de outubro para ouvir a contraproposta do governo à reivindicação de aumento salarial pleiteada pela categoria, antes de decidirem por uma paralisação nos serviços. Não houve avanço na oferta de 2% de aumento, feita pelo governo, percentual recusado pelos trabalhadores, que querem 10% de reajuste. O presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Welington Monteiro, afirmou que houve consenso da categoria em aguardar o governador concluir o estudo de viabilidade financeira, até 2 de outubro, para nova negociação. ?Entendemos que o momento não é para greve. Estamos há muito tempo com o salário defasado. O Estado deve aos servidores um plano de valorização da nossa mão-de-obra, mas queremos esgotar todos os canais pacíficos para atingir a meta?, frisou. Médicos Os médicos da rede estadual, por sua vez, também ainda não receberam a proposta de negociação salarial. Eles aceitam negociar com o governo diante da implantação de abonos salariais que variam de R$ 400 a R$ 600, de acordo com a carga horária de cada um, mas continuam aguardando posição do Estado. Ontem, o governador Ronaldo Lessa anunciou que o Estado não tem condições de conceder o reajuste e que vai enviar à Assembléia Legislativa um projeto para transformar em subsídio diversas remunerações dos servidores da área da saúde. Com isso, os concursados receberiam salário igual ao do pessoal que entrou anteriormente. O aumento de 10% implicaria numa despesa de R$ 2,6 milhões a mais na folha da Saúde.