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Fisco pode deflagrar greve por melhoria salarial

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CAIQUE MARQUEZ Os fiscais de renda de Alagoas poderão deflagrar, amanhã, uma greve geral. O Sindifisco realizará uma assembléia na Escola Fazendária, quando a categoria irá decidir se paralisam totalmente as atividades. Segundo a presidenta da entidade, Lúcia Beltrão, os servidores do Fisco estão protestando contra o descumprimento de um compromisso firmado pelo governo do Estado para implantação do piso salarial. ?O acordo feito pelo governo foi de implantar o piso salarial para o Fisco, de nível superior, no valor de R$ 900,00. Isso deveria ter sido feito desde que a nossa Lei Orgânica foi sancionada, em janeiro de 2002. Nosso piso vencimental é vergonhoso, no valor de R$ 151,00?, ressaltou Lúcia Beltrão. Paralisação Ontem, a categoria fez uma paralisação de advertência, com grande adesão na Escola Fazendária, agências fazendárias do interior do Estado e 90% de adesão na sede da Secretaria da Fazenda, segundo o Sindifisco. Além disso, os servidores do Fisco realizaram uma operação padrão, nos postos de fiscalização de fronteira, em Porto Real do Colégio e Novo Lino, com o objetivo de mostrar à sociedade a importância do trabalho de fiscalização. ?Nossa intenção é conscientizar o governo e a população sobre o trabalho do Fisco, que verifica o correto repasse do ICMS que o consumidor paga nas mercadorias. Trabalhamos em prol da sociedade?, frisou Lúcia Beltrão. Outro ponto que o Fisco vem reivindicando é o subteto único. ?Queremos mostrar ao governador Ronaldo Lessa que o subteto deve ser único nos estados e não pode estar vinculado ao subsídio do chefe do Executivo, conforme sugestão do próprio Lessa para a reforma da Previdência. Isso seria um risco para a categoria, pois o Fisco não pode ser submetido à vontade política do governador?, salientou a sindicalista. A operação padrão e conscientização da sociedade sobre o trabalho do Fisco continua, hoje, nos postos de fronteira. Amanhã, acontece a assembléia geral, onde serão definidos os próximos passos do movimento. O chefe da Subdivisão de Imprensa da Secretaria da Fazenda, Pedro Martins, explicou que na Sefaz não havia nenhum funcionário autorizado a falar em nome do governo. O secretário Sérgio Dória e o secretário-adjunto, Evandro Lôbo, não estavam na sede da secretaria e não foram localizados por telefone. Hoje, o governo deve se pronunciar a respeito da mobilização do Fisco.

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