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Bird debate redu��o da pobreza no Nordeste

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ANA MÁRCIA O representante do Banco Mundial (Bird) no Brasil, Antônio Rocha Magalhães, fez, ontem, em Maceió, palestra sobre a estratégia da assistência da instituição no Nordeste, durante a realização de um seminário da Rede NOS (Rede Norte/Nordeste de Inclusão Social e Redução da Pobreza). O evento foi transmitido por videoconferência para todas as capitais nordestinas, para a cidade de Montes Claros, em Minas Gerais, Brasília e para Washington, nos Estados Unidos, do auditório do Banco do Nordeste. A Rede NOS engloba instituições para a integração e difusão das estratégias de desenvolvimento do Nor-deste, envolvendo universidades, organizações não-governamentais e comunidades. Segundo informações repassadas por Antônio Rocha Magalhães, a pobreza brasileira é nordestina e se concentra no meio rural, assim como na periferia das grandes cidades. ?A prioridade do Banco é o combate à pobreza e à permanência das desigualdades entre as regiões, uma vez que o Nordeste continua em desvantagens, com apenas 13% do PIB brasileiro, apesar de dispor de 28% da população do País?, disse o representante do Banco Mundial na videoconferência. Na opinião dele, a região tem uma história de políticas públicas ao longo de mais de 100 anos e a seca é um elemento indutor dessas políticas e das respostas governamentais. ?O Nordeste é um dos maiores laboratórios de políticas públicas para o de-senvolvimento regional no mundo?, afirmou, ao citar entidades com esta finalidade, como o Banco do Nor-deste, a Sudene, o DNOCS e a Codevasf. Descontinuidade O Bird, segundo informou, está presente em todos os estados, com a sensibilidade de observar as questões locais e os problemas que preocupam os governadores. Um dos problemas têm sido as estratégias de ação e a descontinuidade, porque os novos governantes querem sempre imprimir as suas marcas. Ele defende uma maior participação da sociedade. Uma pesquisa realizada pelo Bird indica que os nordestinos defendem como prioridades para o desenvolvimento regional, a ampliação do atendimento dos níveis educacionais, seguida de políticas capazes de evitar a concentração de terras, aliada à agricultura irrigada. ?Os nordestinos desejam viver numa sociedade organizada, democrática e participativa, com vida digna, menos pobreza a acesso à saúde, educação, valorizando a cultura regional e reduzindo os impactos da seca?, disse Antônio Rocha Magalhães, ao referir-se à pesquisa feita pelo Bird. ?Na opinião deste povo, falta vontade política, há uma fraqueza do sistema educacional e é preciso combater a corrupção, a concentração de terras e os baixos níveis da capacitação pública?, disse.

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