Cidades
Prestadores de servi�o da Sa�de realizam ato p�blico de protesto
FÁTIMA ALMEIDA Os prestadores de serviço de níveis médio e superior da Saúde estadual promoveram, ontem, um ato de protesto em frente ao Hospital de Pronto-Socorro, contra a decisão do procurador do Trabalho, Alpiniano do Prado, de não prorrogar por mais seis meses o prazo para que o Estado promova a regularização desses trabalhadores. Eles fizeram paralisação de 12 horas atingindo a Unidade de Emergência Armando Lages, Maternidade Santa Mônica, Hospital de Doenças Tropicais e Hospital José Carneiro. ?Houve rompimento de um compromisso assumido pelo procurador, de que nenhuma decisão seria tomada sem a presença dos sindicatos e do secretário da Saúde, Álvaro Machado. O governo tinha pedido um prazo de seis meses. Isso nos daria tempo para contornar a situação. Mas não houve sensibilidade do procurador?, lamenta o sindicalista Benedito Alexandre. A esperança dos 2.343 serviços prestados da saúde, segundo ele, estava na aprovação, pelo Congresso Nacional, do Projeto de Emenda à Constituição (PEC) patrocinado pela OAB/AL, segundo o qual seria assegurada a estabilidade ao trabalhador que tivesse pelo menos 1 ano de serviços prestados até 10 de maio de 2003. ?Com os seis meses de prorrogação de prazo, que foram solicitados, daria tempo trabalhar isso, mas em 60 dias, o que podemos fazer??, reclama Alexandre. Esta semana, o procurador Alpiniano do Prado informou, em entrevista à GAZETA, que não prorrogaria o prazo além da próxima segunda-feira, mas que daria ao Estado 60 dias para comprovar o cumprimento do Termo de Ajuste de Conduta, que prevê o afastamento das pessoas contratadas sem concurso público. O desespero dos trabalhadores aumentou com o início do treinamento do pessoal concursado, nos últimos dias, e a perspectiva de desemprego cada dia mais próxima. ?Tenho 40 anos, 12 na Unidade de Emergência. Vou trabalhar aonde??, desabafa Salete Barros, técnica de enfermagem.