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MOTORISTAS DE APLICATIVOS DIZEM PREFERIR TRABALHAR SEM VÍNCULO

Rendimento mais alto e flexibilidade de horário estão entre os motivos apontados

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Maceió, 02 de Agosto 2017
  Anderson Correia motorista do Uber



FOTO: GILBERTO FARIAS
Maceió, 02 de Agosto 2017 Anderson Correia motorista do Uber FOTO: GILBERTO FARIAS -

Na última quarta-feira (5), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) rejeitou o vínculo de emprego de um motorista de São Paulo com a empresa prestadora de serviços de transportes, Uber. A situação, contudo, não afetou os motoristas de carros por aplicativo de Alagoas, que preferem permanecer no esquema de freelancers, podendo assim evitar toda a burocracia que envolve um emprego formal, receber uma maior compensação financeira e usufruir da liberdade que a profissão dispõe. A decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) não desestimulou os motoristas de carros por aplicativos de Alagoas, pelo contrário, a decisão do TST, segundo o representante da Associação dos Motoristas por Aplicativo de Alagoas, é o que eles procuram como motoristas de plataformas de transportes por aplicativos, que seria a liberdade que a profissão dispõe. “A decisão na verdade não nos desestimula porque nunca procuramos nenhum tipo de vínculo empregatício com a Uber ou com qualquer outra plataforma de transporte. Nós sabemos que somos freelancers e não queremos esse vínculo por conta dos encargos que vem depois dele”, disse Keko Guimarães. “Quando a mão do Estado começa a colocar os dedos em cima das coisas nada realmente pode dar certo. Desde os protestos que fizemos, as carreatas, a ida para Brasília, tudo isso sempre foi para não ter nenhum vínculo com o governo. Queremos trabalhar sem vínculos empregatícios. Trabalhar a hora que queremos, sem precisar bater metas. Não queremos vínculo que nos obrigue a estar ‘online’ determinadas horas por dia, ou que tenhamos que ceder parte do nosso dinheiro para o governo, seja ele Federal, Estadual ou Municipal. Queremos ter autonomia”, explicou o representante.

FREELANCER

A profissão de motorista por aplicativo é procurado por um perfil específico de pessoas, que são aqueles que prezam por sua liberdade na criação de seus horários. Normalmente o interesse surge por conta de algum dificuldade financeira sofrida, e o aplicativo se torna uma forma rápida e útil de ganhar dinheiro, porém, aqueles que começam a ganhar a vida através das ‘viagens’, como é chamada as corridas feitas nos aplicativos, acabam preferindo eles a outros meios. “Todos que conheço e posso falar usaram a plataforma Uber, por exemplo, como escape, porque estavam sem nada para fazer, e hoje já não querem mais sair. Chegaram até esse ramo por conta de crises financeiras e hoje é a renda única deles. Ninguém quer uma carteira fichada ganhando mil reais por mês, quando poderia dobrar essa renda e trabalhar menos. Tenho amigos graduados e que ainda optam por trabalhar como motoristas de aplicativo”, contou Keko Guimarães.

LUCRO

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Além da vantagem de horários, o que o representante da Associação dos Motoristas por Aplicativo de Alagoas conta é que a vantagem financeira é o maior motivo para a escolha da profissão, uma vez que não ficam presos ao salário mínimo e podem dobrar os lucros mensais.

“Nosso lucro depende do mês, em mês de festa, como esse que estamos vivendo, o lucro não é tanto, porque as pessoas não estão indo trabalhar ou estudar, mas em meses normais tiramos cerca de R$ 2.000 a R$ 2.500 por mês. É um valor acima do salário mínimo e dá para arcar com as despesas. Isso, claro, eu falo com base na minha vivência como motorista de aplicativo”, informou.

* Sob supervisão da editoria de Cidades.

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