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T�nia Houly ser� levada a j�ri popular

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A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas decidiu, ontem, dar provimento parcial ao recurso impetrado pelo advogado Raimundo Palmeira, desqualificando o crime em que é acusada a médica Tânia Medeiros Houly. Com a decisão, ela será submetida a julgamento popular, por homicídio simples, e, se condenada, pode pegar pena de 6 a 20 anos de detenção. Tânia Houly é suspeita de ter assassinado do médico Daniel Houly, com quem estava casada há cerca de 10 anos. Ele morreu em 1999, no apartamento do casal, no bairro de Ponta Verde, mas a médica alegou que o marido tentava se suicidar e, ao impedi-lo, a arma disparou atingindo Daniel Houly na perna. O tiro, segundo o inquérito policial, atingiu a artéria femural, provocando hemorragia que o levou à morte. Com a decisão, ficou mantida a pronúncia e o Tribunal de Justiça não afastou a possibilidade de suicídio. O advogado de defesa, Raimundo Palmeira, havia pedido ao TJ que despronunciasse Tânia Houly, alegando que a perícia admite que a narrativa da médica sobre o episódio faz sentido do ponto de vista técnico. Já os advogados da família de Daniel Houly discordam da hipótese de suicídio e acusam Tânia de assassinato, argumentando que ela sabia que um tiro na artéria femural o levaria à morte. A decisão da Câmara Criminal foi por unanimidade. O advogado da acusada anuncia que vai recorrer da decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para evitar o julgamento popular. A Câmara Criminal é composta pelos desembargadores Humberto Martins, Fernando Tourinho Lima Souza e Orlando Cavalcante Manso.

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