Cidades
Mobiliza��o por direitos marca Dia dos Surdos em AL
FÁTIMA ALMEIDA Alagoas tem cerca de 98 mil surdos, segundo o IBGE. Menos de 10% têm acesso a qualquer tipo de inserção social, diz a Associação dos Surdos de Alagoas (Asal). É essa realidade e a necessidade de revertê-la que a associação quer mostrar, hoje, durante as atividades alusivas ao Dia Nacional do Surdo. A partir das 8 horas, eles estarão na Praça dos Martírios, onde cantarão o Hino Nacional, utilizando a Língua Brasileira de Sinais (Libras), farão apresentação do teatro da Surdadania e outras atividades de esporte, lazer e conscientização. Segundo o presidente da Asal, Maurício Roberto de Melo Silva, a discriminação contra os surdos ainda é grande no mercado de trabalho, tanto na questão salarial quanto no que diz respeito a oportunidades de emprego. A falta de capacitação profissional é, ao mesmo tempo, causa e efeito dessa exclusão. ?O sistema de ensino ainda não se adaptou para inclusão dos surdos. Alguns encaminhamentos já foram adotados, mas as mudanças na educação são lentas. A capacitação do surdo continua difícil, porque exige a presença de dois profissionais em sala de aula (o professor e um intérprete)?. O resultado disso, segundo Maurício, é que dos mais de 98 mil surdos de Alagoas, nenhum possui graduação. Também nas políticas públicas, ele considera os surdos deprestigiados. A associação defende o engajamento do cidadão e do poder público na disseminação da língua de sinais, como forma de estimular a integração dos surdos na sociedade, e reduzir a discriminação.