Cidades
SINDICATO FECHA VELEIRO EM RIO LARGO CONTRA ATRASO SALARIAL
Rodoviários colocaram um ônibus à porta da viação para impedir viagens; Bope foi acionado para dispersar os manifestantes
A garagem da Auto Viação Veleiro em Rio Largo amanheceu fechada na manhã dessa segunda-feira (9). O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Alagoas (Sinttro/AL), juntamente com os trabalhadores de Maceió da empresa, foi a Rio Largo protestar, fechando a porta da garagem com um ônibus, ao tomar conhecimento de que, diferente dos da capital, aqueles que trabalham na região metropolitana estão com dinheiro na conta desde sexta-feira (6). De acordo com o Sinttro/AL, militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foram acionados para dispersar os manifestantes.
Este é mais um capítulo do imbróglio que tem sido acompanhado pela sociedade alagoana entre os funcionários e a Veleiro. Em janeiro, o cerco apertou para os gestores da viação quando 49 ônibus foram apreendidos pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) durante uma paralisação dos funcionários já pela falta de pagamento. Os ônibus haviam sido apreendidos por não cumprirem a rodagem estabelecida de até 10 anos.
A principal reivindicação da vez é para que a empresa deposite o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “São muitos problemas. A gente pede que a empresa deposite o FGTS, que tem muito tempo que eles não depositam; eles descontam e não pagam ao sindicato, devem 400 mil a eles; não pagam pensão familiar; as condições dos ônibus também são muito precárias, é arriscado acontecer alguma coisa e o motorista ter que pagar por algo que não é culpa dele. São 65 ônibus e só rodam 30”, conta Ecio Marques, secretário do Sinttro/AL.
Na ocasião, os trabalhadores contaram que aquela era apenas mais uma situação desrespeitosa. Segundo eles, o salário nem chega a ser pago em conta bancária. É necessário que eles se organizem em fila, à porta da empresa, para receber.
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À época, o representante da Veleiro, Gustavo Rocha, afirmou que a questão é a defasagem e desequilíbrio das contas da empresa, que pediu subsídio público. “A gente não quer que a população pague, mas sofremos muito com os veículos irregulares. A Veleiro, até pelo percurso das linhas, lucra menos que as outras empresas. A gente reconhece os erros, mas é uma questão maior”, disse.
Ainda em janeiro, o conselheiro Rodrigo Siqueira Cavalcante, do Tribunal de Contas do Estado, determinou que a Prefeitura de Maceió fizesse um aporte mensal para a Veleiro no valor de R$ 418.788,69. O montante seria o necessário para manter o equilíbrio financeiro da empresa, frente às “evidentes dificuldades financeiras” da concessionária. A decisão acolhia parcialmente a um pedido feito pela empresa.