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CIRCULAÇÃO DO CORONAVÍRUS MUDA HÁBITOS DE ALAGOANOS

Por causa da pandemia, muitos começaram a reforçar práticas básicas de higiene em casa e no trabalho

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Maceió, 12 de março de 2020  
Terminal Rodoviário de Maceió. Funcionários de máscaras e os pontos de álcool gel espalhados no terminal. Alagoas - Brsil.
Foto: ©Ailton Cruz
Maceió, 12 de março de 2020 Terminal Rodoviário de Maceió. Funcionários de máscaras e os pontos de álcool gel espalhados no terminal. Alagoas - Brsil. Foto: ©Ailton Cruz -

O vírus mutante que matou milhares de pessoas e se espalhou rapidamente pelo mundo, chegando, inclusive, em Alagoas, está desafiando as autoridades de saúde e o receio de ser infectado tem mudado os hábitos de muita gente. Por causa do coronavírus, ou Covid-19, como os cientistas chamam, muitos modificaram a rotina e passaram a adotar práticas básicas de higiene em casa ou mesmo incentivá-las no ambiente de trabalho. Quem pretendia viajar para a Europa, colocou os pés no freio diante da epidemia da doença naquele continente. Só na Itália, um dos destinos mais procurados por alagoanos em viagem ao exterior, mais de 800 pessoas morreram em consequência do vírus até a última sexta-feira. O número de infectados passava de dezenas de milhares, obrigando o governo a colocar o país inteiro em quarentena. Por outro lado, quem estava lá quis retornar, a exemplo do padre alagoano Augusto Jorge, que estava na Itália, desde 2017, para fazer mestrado. Ele estava temeroso com o surto e pediu autorização à Arquidiocese de Maceió para voltar. Ele relatou que as ruas de Roma ficaram desertas, cena difícil de imaginar diante do potencial turístico da capital italiana. A rotina nas igrejas, em vários estados, também mudou. Nos templos católicos, muitos padres dispensaram o momento da paz durante a missa, em que as pessoas se cumprimentam com abraços, beijos e aperto de mão. Na Itália, as celebrações foram suspensas e até o próprio Papa comanda o ritual de maneira privada e transmitindo pela TV e redes sociais, após recomendação do governo italiano para se evitar as manifestações públicas enquanto a pandemia estiver ativa. Em Maceió, segundo o padre Rodrigo Rios, da paróquia do Inocoop, as igrejas estão deixando de fazer o momento da paz para evitar o contato. Além disso, a liderança está conscientizando os fiéis a manterem as práticas de higiene. Por outro lado, os cultos nas maiores denominações evangélicas de Alagoas não sofreram alteração. Na Assembleia de Deus e na Batista, as reuniões estão acontecendo normalmente, mas os líderes estão reforçando as recomendações do Ministério da Saúde para evitar o contágio. Aqui, as principais redes de farmácias e drogarias estão renovando o estoque de máscaras faciais e álcool em gel. Estes produtos sumiram as prateleiras desde a explosão de casos no mundo e as primeiras notificações no Estado. Em alguns estabelecimentos estes itens estão em falta há duas semanas. O presidente do Conselho de Farmácias de Alagoas, Robert Nicácio, disse que o problema surgiu mais ou menos dez dias antes das especulações da chegada do coronavírus no Brasil e das suspeitas e confirmação dos primeiros casos em Alagoas. Ele recebeu informações de farmacêuticos que são responsáveis técnicos de farmácias, drogarias e distribuidoras de medicamentos e materiais médico-hospitalares, como também de farmacêuticos proprietários destes estabelecimentos, de que a procura por álcool em gel e máscaras tinha aumentado bastante. “São produtos que não têm demanda alta no cotidiano, principalmente porque as máscaras são mais para uso ambulatorial e hospitalar e são vendidas mais em distribuidoras e casas de materiais médicos e odontológicos. Farmácias vendem muito pouco este item”, afirmou o presidente do conselho. Ele informou que, com a confirmação do primeiro caso em Alagoas, os produtos sumiram nos estabelecimentos e causou um receio na população. “Começamos, então, um trabalho de orientação no sentido de informar que não é somente o uso de máscaras e álcool em gel que evita o contágio. Uma série de precauções precisa ser tomada e a principal é a higienização das mãos com água e sabonete neutro. Quando não for possível, o uso do álcool em gel e de lenços descartáveis é recomendado”. Sobre esta questão, o Procon Maceió informou que monitorou, na semana passada, várias redes de drogarias e farmácias na capital e não se confirmou a cobrança abusiva. O órgão pediu a colaboração da população para denunciar possíveis abusos nos preços praticados nestes estabelecimentos.

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