Cidades
CRESCE PROCURA POR ÁLCOOL NAS FARMÁCIAS
Os casos de suspeita do novo coronavírus (COVID-19) no estado de Alagoas continuam afetando os estoques de máscaras faciais e álcool em gel das farmácias. Diferente da última semana, onde as farmácias não estavam recebendo os materiais para repor o estoque, agora os materiais vem, mas a intensa procura por parte dos alagoanos devido ao crescimento no número de casos suspeitos em Alagoas têm feito os estoques acabarem rapidamente.
Segundo o presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL), a situação, se comparada a semanas anteriores, foi amenizada porque agora o estoque está começando a chegar. “A informação que temos é que grande parte dos estabelecimentos, e em especial os distribuidores, estão conseguindo normalizar a situação do estoque. Não está faltando chegar em algumas farmácias”, informou Robert Nicácio.
Algumas farmácias, visando amenizar a compra individual de máscaras e álcool em gel por uma só pessoa estão adotando práticas para que a compra desses materiais possua restrições, de forma que todos consigam comprar e fazer uso dos materiais. “Alguns estabelecimentos que estão com uma quantidade baixa desses materiais e tentando dificultar a compra em grande quantidade,- porque sabemos que algumas pessoas são mal intencionadas e estão tentando comprar para revender com preços mais altos -, desenvolveram um cadastro para limitar a quantidade de venda por pessoa”,explicou o presidente do CRF/AL.
FARMÁCIAS
Mesmo que os estoques tenham começado a chegar eles continuam sem durar nem sequer um dia, o que impossibilita o trabalho, como conta Misael Araujo, dono de duas farmácias no município de Marechal Deodoro. “Em comparação com duas semanas atrás realmente agora estamos conseguindo comprar dos distribuidores, contudo, não está durando nem sequer um dia. Por exemplo, ontem eu recebi um estoque e ele acabou no mesmo dia. O estoque que recebi hoje já está no fim, acho que dura no máximo até o começo de amanhã”, contou.
“A solução que muitos colegas de profissão e donos de farmácias optaram está sendo a de racionalizar essa venda. É uma forma de fazer com que toda a população tenha acesso a esses produtos, e não somente uma pequena parte dela, que está querendo comprar o estoque inteiro. Estamos trabalhando por meio de um cadastro, que delimita unidades de álcool em gel por pessoa”, disse o farmacêutico, que completou: “estamos notando também aumento no preço para revenda, estão vendendo caixas de álcool em gel com mais de R$ 70,00 de diferença.” A situação foi a mesma relatada pelas farmácias visitadas pela Gazeta de Alagoas na parte baixa da capital alagoana, onde os materiais chegaram e acabaram no mesmo dia. “Chegar realmente está chegando, mas chega em um dia e acaba no outro, a procura está grande demais, não temos como dar conta disso. A tendência é que com mais casos descobertos a situação aqui em Maceió piore, né?!”, relatou o gerente de uma farmácia da parte baixa de Maceió.
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* Sob supervisão da editoria de Cidades.