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GRUPOS DE RISCOS SÃO MAIS VULNERÁVEIS

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De acordo com o Ministério da Saúde, os coronavírus causam infecções respiratórias e intestinais em humanos e animais; sendo que a maioria das infecções por coronavírus em humanos são causadas por espécies de baixa patogenicidade, levando ao desenvolvimento de sintomas do resfriado comum, no entanto, podem eventualmente levar a infecções graves em grupos de risco, idosos e crianças.

Acerca da infecção humana pelo novo coronavírus (2019-nCoV), o espectro clínico não está descrito completamente bem como não se sabe o padrão de letalidade, mortalidade, infectividade e transmissibilidade. Ainda não há vacina ou medicamentos específicos disponíveis e, atualmente, o tratamento é de suporte e inespecífico.

O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China. Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937, no entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa. Presença o vírus no Nordeste será avaliada, diz superintendente Segundo Cristina Rocha, superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), de modo geral, o “lidar” com o coronavírus é como lidar com uma gripe ou resfriado. É preciso seguir com os cuidados pessoais de prevenção para evitar que outras pessoas sejam infectadas. “Quando observar sinais de gravidade, principalmente dificuldade para respirar, buscar um serviço de saúde, uma emergência do seu plano de saúde para o atendimento médico, seguindo as orientações”, declara. A reportagem questiona à Cristina Rocha em que momento Alagoas pode entrar em estado de alerta. “Não há um momento específico definido, estamos acompanhando as diretrizes do Ministério da Saúde. Tudo que se falar sobre o coronavírus em termos de prognósticos é muito complicado, pois estamos enfrentando um vírus novo, cujo comportamento no Nordeste, uma região mais quente pode ser muito diferente. Daí que estamos visualizando o que aconteceu em outros países e seguindo diretrizes nacionais”, completa.

Sobre os cuidados que as pessoas devem tomar em casa ou nos espaços públicos, a superintendente de Vigilância explica que as medidas vêm sendo fartamente divulgadas, muitos delas são de difícil efetivação em algumas situações rotineiras da população, mas é importante segui-las ao máximo possível. “Um comportamento importante é o cuidado ao tossir e espirrar, adotando a proteção com a dobra interna do cotovelo. Evitar tocar com as mãos os olhos, boca e nariz. Manter distância da pessoa próxima é indicado, mas muitas vezes difícil de cumprir. No mais ao chegar a casa, no trabalho, antes e depois de usar o banheiro, antes e depois das refeições lavar as mãos com água e sabão. O álcool gel somente quando não tiver água e sabão disponíveis. No mais estar atento, muito atento a sinais e sintomas de gripe ou resfriado” afirma.

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QUADRO EPIDEMIOLÓGICO

“A presença de um novo vírus, o anúncio de uma pandemia não deixa ninguém tranquilo. Entendo que o Ministério da Saúde está atuante e presente e está adotando medidas que podem trazer resultados diferentes do acontecido em outros países. No estado de Alagoas, a Sesau vem atuando desde o final do mês de janeiro em consonância com o nível nacional. O pânico, na verdade, não ajuda em nada. Importante buscar informações de fonte confiável, não disseminar as falsas notícias e seguir as orientações das autoridades de saúde”, finaliza Cristina Rocha.

Sobre a suspensão de aulas em escolas públicas, Cristina explica que “não é questão de concordar ou discordar. A vigilância em Saúde da Sesau faz recomendações à sociedade que tomam como referência o cenário epidemiológico no território alagoano. O quadro epidemiológico apresentado não recomenda a suspensão das aulas, pelo menos neste momento, pois a perspectiva é de avanço da doença no mês de abril, ou seja, talvez seja necessária a ampliação da suspensão por mais tempo. O momento é de reflexão, precaução e serenidade, pois há fatos que se colocam com contundência como para onde vão esses alunos, para os shoppings? Para as praias?”, questiona Cristina Rocha.

Em comunicado distribuído à imprensa, o Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal/AL) afirma que “cabe ao cidadão restringir suas atividades, cuidar de sua higiene e, principalmente, observar se está com sintomas da doença, para que inicialmente haja um período de isolamento. Procurar uma unidade de saúde a qualquer sinal de resfriado é um erro, isso será necessário apenas se o quadro evoluir para problemas respiratórios mais graves. Aos médicos, o conselho conclama que todos estejam a postos e que as unidades de saúde preparem-se para receber os pacientes”. RC

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