Cidades
VÍRUS DEVE SE ESPALHAR NAS ESTAÇÕES MAIS FRIAS
Para infectologista Fernando Maia, as pessoas só devem procurar as unidades de saúde quando sentirem dificuldade de respirar
O infectologista Fernando Maia afirmou que há uma chance muito grande de o novo coronavírus se espalhar pelo Brasil com a chegada das estações mais frias do ano. O outono já começou nesta sexta-feira.
No entanto, o médico passa algumas orientações para que pacientes sintomáticos tenham a noção do momento certo de procurar o serviço de saúde.
“Só deve se dirigir à emergência quando sentir dificuldade para respirar. É um sinal de que é preciso ser avaliado imediatamente por um médico. É muito provável que o paciente fique internado para iniciar o processo de recuperação”, ensina o profissional.
Segundo ele, em caso de febre, tosse, coriza e outros sintomas que podem ser tratados e acompanhados em casa, a ida ao hospital não é recomendada. “Se estes sintomas não atrapalham a rotina, não precisa ir à emergência para não sobrecarregar o serviço”.
Maia lembra que os estudos mais recentes revelaram que o coronavírus é transmitido por meio de partículas de saliva, liberadas por quem é portador da doença (espirros, fala e tosse) e no contato das mãos com o nariz, boca e olhos. Portanto, vale a máxima de manter práticas básicas de higiene, como lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel com frequência. Além disso, manter distância mínima de dois metros das pessoas sintomáticas e evitar aglomerações.
“Quanto aos idosos, comprovadamente o grupo de maior risco a desenvolver o quadro grave da doença, a orientação é não sair de casa e não receber visitas. Para quem precisa sair de casa, cuidados com a higiene são obrigatórios. Os que chegam também. Quem está doente, evitar o contato com outras pessoas, mantendo o isolamento e usando máscaras cirúrgicas, se necessário”.
Ele ainda alerta para o uso dos medicamentos. Frisa que, em hipótese alguma, doentes crônicos (diabéticos e hipertensos, por exemplo) devem suspender os remédios. Se assim fizerem, colocam a vida em risco e podem desenvolver o quadro mais grave da Covid-19, em caso de infecção.
“É recomendado, em caso de suspeita e confirmação do novo coronavírus, que não se administre ibuprofeno nem anti-inflamatórios. Há estudos que sinalizam prejuízos à saúde dos que estão em tratamento. No mais, a grande maioria dos casos evolui bem e a pessoa se recupera sem sequelas”, tranquiliza o médico.