Cidades
ENTIDADES DENUNCIAM FALTA DE EPIs PARA TRABALHADORES
Segundo o Sateal, profissionais têm denunciado a falta de máscaras e luvas
O Sindicato dos Auxiliares dos Técnicos de Enfermagem no Estado de Alagoas (Sateal) e o Conselho Regional de Enfermagem (Coren/AL) atenderam sugestão da Procuradoria Regional do Trabalho (PRT) e criaram canal para denúncias de irregularidades, que segundo as entidades têm ocorrido em unidades de saúde públicas e privadas. Vários casos já foram levados à procuradoria e apontam precariedade no fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) dos trabalhadores, diante da pandemia do coronavírus (Covid-19).
De acordo com o Sateal, os profissionais da área têm denunciado a falta de máscaras, luvas e demora para a troca dos materiais descartáveis e até ausência de protocolo de atendimento para pacientes com suspeita de contaminação pelo Covid-19.
Ao tomar conhecimento da situação e como forma de agilizar a notificação para as empresas que estiverem descumprindo o que determina as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e o protocolo do Ministério da Saúde, a PRT solicitou que todas as denúncias sejam enviadas à procuradoria via whatssapp. Com isso, o Sateal e o Coren/AL comunicam aos profissionais que enviem denúncias por áudio, textos, fotos ou vídeos às duas entidades, por meio dos números 9.9612-9937 (Sateal) e 9.8154-6584 (Coren/AL). “As coisas estão mudando constantemente, então é preciso que estejamos atualizados sobre as condições das empresas antes de notificá-las, a fim de evitar perda de tempo caso a situação já tenha sido reparada”, destacou o procurador”, destacou o procurador Rodrigo Rafael. Ele solicitou que os trabalhadores atualizem as denúncias que identificarem diariamente. Em um dos áudios revelados pelo Sateal à PRT, a denunciante relata que as equipes “estão sem saber” onde instalar pessoas que dão entrada com suspeita de contaminação, e que vários pacientes estão misturados em alas nos hospitais. Em outro, a técnica denuncia que o hospital está contingenciando EPI’s e obrigando os profissionais a reutilizar máscaras. “Todas as empresas que não estão adotando a medidas de segurança apropriadas devem ser notificadas para corrigir a situação”, apontou Mário Jorge, presidente do Sateal.