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Energia el�trica: 60 mil fam�lias n�o t�m acesso
Alagoas tem cerca de 60 mil famílias sem acesso à energia elétrica, segundo o presidente da Ceal, Joaquim Brito, pois em algumas localidades, de acordo com ele, é inviável chegar. A solução é trabalhar com energias alternativas, como a solar, que pode ser explorada em Alagoas em abundância, a eólica (gerada pelo vento) e a biodiesel, que em Alagoas também pode ser explorada fartamente. ?São fontes diversas e, o mais importante, inesgotáveis?, diz Joaquim Brito, destacando que existem muitos estudos científicos e experiências concretas. ?A própria Eletrobrás está desenvolvendo a experiência do diesel com álcool e do diesel com mamona (biodiesel)?, observa. Em relação à energia eólica, segundo ele, há locais onde as condições não são favoráveis, por causa dos ventos, por isso, precisa de estudos localizados para a implantação. Enquanto os estudos se encaminham, a possibilidade concreta de minimizar o déficit energético de Alagoas está no programa Luz no Campo, um projeto de alcance social, que leva energia às comunidades rurais no interior do Estado, e que será reativado este mês. Segundo o presidente da Ceal, existem R$ 13 milhões à disposição das prefeituras, com oito anos para pagar. Atualmente, existem 75 linhas construídas, cujos consumidores serão beneficiados nessa primeira etapa, ainda este mês. Em seguida, novas obras serão iniciadas. Subestação A Ceal inaugura, hoje, a Subestação de Maragogi, projetada para suprir a deficiência no fornecimento de energia elétrica no Litoral Norte e adjacências, uma área hoteleira e de intensa atividade turística. O presidente da Eletrobrás, Luiz Rosa, participa do evento e fará palestra, em Maragogi, sobre a proposta de um novo modelo institucional para o setor energético. Segundo Joaquim Brito, a subestação tem tecnologia de ponta que permitirá sua operação diretamente de Maceió, por meio de computadores. ?O investimento vai desafogar completamente o fornecimento em toda a região, de Paripueira a Maragogi, ampliando a potência e garantindo a manutenção ostensiva em toda a área e em outras regiões do Estado e assegurando a quem tem empreendimento ou pretende se instalar na região Norte, uma energia de confiabilidade?, disse Brito, em entrevista, ontem, ao programa Cartas na Mesa. Ele explicou que a função de uma subestação é receber a energia da Chesf e distribuí-la entre os consumidores que estão na sua área de cobertura. O próximo município beneficiado será Murici, por causa da instalação de um pólo industrial no local, mas também já estão em fase de captação de recursos as subestações de Mata Grande e São Sebastião, onde o quadro está muito desgastado, segundo o presidente da Ceal. Ele informou que uma subestação custa em torno de R$ 5 milhões, mas há sempre uma maneira de financiar junto à Eletrobrás. Brito acredita que a partir de janeiro a Ceal atinja uma situação superavitária, do ponto de vista da prestação de serviço. Ou seja, mesmo não havendo sobra de caixa, segundo ele, haverá mais folga para novos investimentos e modernização do sistema de distribuição de energia.