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Ex�rcito distribui �gua para 108 mil alagoanos

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FÁBIA ASSUMPÇÃO A distribuição de água por carros-pipa em 30 municípios alagoanos que tiveram decretado estado de emergência, em função da longa estiagem, está sendo reforçada pelo Exército, desde o dia 19 de setembro. A chamada Operação Palestina, nome de um município alagoano encravado no Alto Sertão, tem como missão complementar a distribuição de água realizada pelos governos estadual e municipal e beneficia, no momento, 108.013 pessoas. O comandante do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMTz), tenente-coronel Milton Sils, reuniu a imprensa, ontem, para explicar o desenvolvimento da operação, que envolve, no momento, 45 soldados e 91 carros-pipa. O plano de ação para distribuição de água no Sertão, pelo Exército, deverá ser apresentado, ainda esta semana, ao governador Ronaldo Lessa. Segundo Sils, a distribuição de água pelo Exército não libera o Estado e municípios da obrigação de realizarem este serviço. ?O Ministério Extraordinário da Segurança Alimentar (Mesa) determinou ao Exército fazer um serviço complementar de distribuição de água pelos governos estadual e municipal, realizando a coordenação, o planejamento, a fiscalização, o transporte e a desinfecção para as localidades atingidas pela seca?, enfatizou o comandante do 59º BIMTz. Toda a água distribuída pelo Exército é proveniente da Companhia de Abastecimento D?Água e Saneamento do Estado de Alagoas (Casal). Para realização da operação, o Exército recebeu do Mesa R$ 450 mil, utilizados exclusivamente para cobrir os custos com a distribuição da água. Em algumas localidades, alguns fatores dificultam o trabalho de distribuição, como a falta de caixas d?água. ?Em algumas casos, a população pega a água em baldes porque não há caixa d?água?, salienta. ?Em algumas localidades, a população pega a água em baldes direto dos carros-pipa porque não há caixa d?água?, salienta Sils, que não descarta a possibilidade de compra de algumas caixas d?água para atender a essas comunidades. Em outros, a dificuldade é de acesso, como em Pariconha, Canapi, Maravilha e Belo Monte, onde as estradas de acesso à sede dos municípios ainda são de barro.

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