Cidades
Panificadoras descartam aumento no pre�o do p�o
CAIQUE MARQUEZ O aumento de 10% no preço da saca do trigo, registrado há cerca de 30 dias, não trará efeitos no preço final dos produtos derivados do cereal, pelo menos, nas padarias de Maceió. A garantia é do presidente da Associação dos Panificadores do Estado, Valdomiro Feitosa. Entretanto, supermercados e mercearias não garantem segurar o preço das massas, tipo macarrão e biscoitos, derivadas do trigo. Segundo ele, a classe dos panificadores não repassou para o consumidor o aumento do trigo e não há nada programado em relação ao reajuste do preço do pão francês de 50 gramas. ?Atualmente, existe pão francês de todos os preços. É possível encontrar o produto entre R$ 0,15 a R% 0,25. Já o quilo do pãozinho pode ser encontrado, a partir de R$ 3. Na alta da farinha de trigo o pãozinho deveria ter custado R$ 0,35, como aconteceu em outras capitais do Nordeste, a exemplo de Aracaju, Fortaleza, Salvador, Recife, entre outras. Em Maceió, o pãozinho de 50 gramas não passou de R$ 0,25 e atualmente já não está mais nesse valor. A média é de R$ 0,20, mas tem padarias que vendem a R$ 0,17, R$ 0,15?, explicou Valdomiro. Ele acrescentou que atualmente quase não se fala em venda unitária do pão francês e sim comércio por quilo. ?O custo médio do pãozinho é de R$0,14. Não é possível uma padaria comercializar a menos que isso. Nós temos que computar o preço da matéria-prima, o aluguel do prédio, energia, encargos com funcionários e tributos. As padarias que vendem o pão a R$ 0,10 estão na informalidade, ou não pagam imposto da farinha ou não registram os funcionários. Alguma coisa está estranha?, afirmou. Valdomiro ressaltou que a maioria das padarias só comercializa o pão por quilo. A média está entre R$ 3 e R$ 5 o quilo do pão. ?Se as panificadoras fossem sobreviver apenas da venda do pão muitas teriam fechado às portas. Nós vivemos da diversificação do negócio?, observou. Já as mercearias e supermercados não garantem segurar o preço de biscoitos e do macarrão, que fazem parte da lista de alimentos derivados do trigo. A projeção do setor é que a alta do cereal puxe o preço desses produtos para cima, em até 7%, caso as expectativas da colheita do trigo não sejam atendidas. O pacote do macarrão de 500 gramas, que hoje é comercializado entre R$ 2,52 e R$ 2,64 passará a custar, em média, R$ 2,80. Já a caixa de biscoitos sortidos passará de cerca de R$ 1,70 para R$ 1,75.