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TJ registra 750 pessoas em lista de espera por exame de DNA

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Cerca de 750 pessoas estão na fila de espera do Tribunal de Justiça alagoano por um exame de DNA. Os pedidos integram processos diversos, a maioria para comprovação de paternidade em ações de registro e pensões alimentícias. Se não for encontrada uma maneira de ampliar o atendimento à demanda, a perspectiva é de que a espera possa demorar até dois anos. O coordenador do TJ, Paulo Zacarias da Silva, esclareceu, ontem, em entrevista à TV GAZETA, que não é obrigação do Judiciário assegurar esses exames, e, sim, do Executivo, que é depositário e guardador das verbas públicas. Mas explica que nos últimos anos, atendendo a solicitações dos juízes das varas de Família, o TJ vem custeando alguns exames, numa parceria com a Universidade Federal de Alagoas. Ele disse que, no início, quando o programa foi estabelecido, eram dez exames por mês; depois passou a 15 e, agora, para 35, o que ainda está longe de atender à crescente demanda. Segundo Zacarias, por meio do convênio com a Universidade o TJ paga R$ 150 por exame (que custaria em média R$ 600). ?Na realidade, pagamos apenas o material, mas não temos recursos para ampliar a quantidade de exames por mês?, explica. Zacarias diz que já recorreu a alguns órgãos do Executivo, como as secretarias da Saúde, da Ciência e Tecnologia e da Justiça e Cidadania, sem sucesso. ?Eles alegam que não dispõem de recursos?. De acordo com Paulo Zacarias, o cadastro de solicitações do TJ já acumula uma lista de 750 pessoas carentes que necessitam do exame. Sem o teste de DNA essas pessoas são podadas do direito público subjetivo de assistência jurídica integral. (FA)

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