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Mu�ulmano funda organiza��o para gays

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?A primeira coisa que vem à mente das pessoas quando você menciona o Islã é o terrorismo?, diz Adnan Ali com desgosto. ?A segunda é o fundamentalismo. Muçulmanos são sempre apresentados só como esses velhos barbudos. E eles andam de fato mal vestidos?. Adnan (perfeitamente barbeado) está fazendo o melhor que pode para acabar com aqueles estereótipos, como fundador do ramo britânico da Al-Fatiha, organização para muçulmanos gays e lésbicas ? categorias que muitos homossexuais, e até muitos muçulmanos, poderiam considerar mutuamente excludentes. Adnan acostumou-se à intimidação desde que fundou a Al-Fathia como parte do grupo americano que deu origem a muitos ramos internacionais desde 1997. A polícia insistiu em dar proteção à conferência inaugural britânica após serem feitas ameaças por fundamentalistas, mas Adnan tornou-se insensível a e-mails e telefonemas ofensivos. ?Há tanta depressão e vergonha?, diz Adnan. ?O fato de existirmos é o maior apoio à maioria das pessoas. Muita gente não vem às reuniões e nem sequer nos telefona, mas saber que há muçulmanos gays é um apoio em si. Quando eu ainda era pequeno, no Paquistão, pensava que fosse o único no mundo. Orgulho-me muito de ser gay e muçulmano, mas isto demorou anos. A princípio eu pensava que por ser muçulmano não podia ser homossexual. Todas as minhas primeiras relações eram com gays e muçulmanos, claro, mas ninguém conciliava uma coisa com outra. Curiosamente, conheci a maioria deles nas mesquitas em Lahore.? Hoje, as visitas de Adnan são apenas religiosas.

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