Cidades
Macei� n�o acompanha aumento do tr�fego
FÁBIA ASSUMPÇÃO A frota de veículos em Maceió vem crescendo a cada ano. Mas as avenidas e ruas antigas da Cidade não estão acompanhando este aumento de tráfego. De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), dos 263.605 veículos registrados no órgão, 155.103, ou seja, mais da metade, são de Maceió. Esta situação preocupa às autoridades de trânsito da Cidade, que buscam soluções para desafogar o tráfego em suas principais avenidas. Entre as mais problemáticas está a Avenida Fernandes Lima, uma rodovia federal, que há mais de dois anos vem sendo administrada pelo Município. O tráfego na rodovia é intenso e os congestionamentos são constantes. O Ministério dos Transportes liberou R$ 20 milhões para execução de um projeto de melhoria do tráfego na avenida, que já foi concluído pela Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT). Oficialmente, os únicos parâmetros que existem, atualmente, para medir o fluxo de veículos em algumas avenidas da Cidade é a contagem feita nos pontos onde estão instaladas as lombadas eletrônicas. Os números desta contagem, no mês de julho, dão a dimensão do grande volume de tráfego existente, hoje, em Maceió. Na lombada eletrônica instalado na Ladeira do Óleo, principal via de acesso à MAC-204 (Avenida João Sampaio), no Barro Duro, foi registrada a passagem, naquele mês, de 451.197 mil veículos. Na Avenida Assis Chateaubriand, nas duas lombadas existentes no local, a média foi idêntica: mais de 400 mil veículos no mês. Na Avenida Santa Amélia foi registrada a passagem de 199.874 mil veículos e 280.590 na Avenida Coronel Paranhos, no Jacintinho. Na Avenida Monte Castelo, no Vergel do Lago, 126.841 veículos e no Sítio São Jorge cerca de 150 mil veículos. Vias alternativas O assessor especial de Trânsito da SMTT, José Moura do Amaral, afirma que o órgão vem fazendo intervenções em várias avenidas da Cidade para melhorar a fluidez do trânsito. Mas não é apenas a colocação de semáforos e faixas de pedestres que vão resolver o problema. Ele ressalta que para desafogar o trânsito em algumas avenidas, como é o caso da Avenida Fernandes Lima ? hoje uma das áreas mais congestionadas da Cidade ? é preciso a criação de novas vias alternativas, principalmente no eixo Centro/Farol. ?É preciso encontrar soluções também para a área de Bebedouro, que poderia ser uma via alternativa para o escoamento do trânsito em direção ao Farol, aliviando assim a Fernandes Lima?. Outra obra considerada importante, neste aspecto, é a do sistema viário do Vale do Reginaldo. Moura acrescentou que a pista dupla de acesso ao bairro de Chã de Jaqueira foi feita no sentido de ser uma via alternativa para quem se dirige ao Tabuleiro, não precisando usar a Fernandes Lima. ?Só que para isso é preciso resolver o problema de Bebedouro?. Moura lembrou que qualquer iniciativa para melhorar as condições de tráfego em alguns pontos da Cidade passa pela necessidade de se indenizar algumas propriedades, para alargamento das pistas. Porém, não é apenas a Avenida Fernandes Lima que apresenta problemas, hoje. Avenidas projetadas para ter um tráfego rápido, atualmente, já sofrem com os congestionamentos devido à grande quantidade de veículos em circulação. São os casos da Via Expressa (BR-316) e da Avenida Juca Sampaio (MAC-24), no Barro Duro. Com a pista, vieram as ocupações da área com a implantação de conjuntos habitacionais e lojas comerciais. Com o aumento da circulação de pedestres, veio a necessidade de instalação de semáforos e faixas de pedestres. ?A Via-Expressa precisa ter duplicada sua capacidade, oferecendo maior segurança?, observa Moura. Nos últimos dois anos, a única obra de peso realizada para desafogar o trânsito na área central da Cidade, foi o viaduto do Poço. A obra melhorou consideravelmente o fluxo dos veículos na região do Poço, mas ainda há pontos de estrangulamento ? como na Avenida Thomaz Espíndola e na Avenida Pedro Paulino, no Poço. O projeto da prefeitura é construir pelo menos mais três viadutos em torno do anel viário da área.