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Entidades condenam liberdade de acusado em abuso sexual e estupro

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A presidenta do Fórum de Entidades de Mulheres de Alagoas, Terezinha Ramires, esteve reunida com representantes do Conselho Municipal da Condição Feminina, Projeto Sentinela e Centro de Atendimento às Vítimas (CAV), para discutir que posicionamento deve ser adotado em relação a Cristiano da Silva Araújo, acusado de estuprar e molestar oito filhos, e que foi colocado em liberdade, na última sexta-feira, pela delegada de Defesa das Mulheres, Paula Mercês. Terezinha Ramires disse que a atitude da polícia surpreendeu os representantes das entidades sociais de combate à violência, pois a denunciante, Ana Cristina Tavares da Silva, foi ameaçada de morte por Cristiano no momento em que foi preso pela guarnição do 5º Batalhão da PM, numa residência localizada na Avenida Guaxuma, no Benedito Bentes, na tarde da última quarta-feira. ?A delegada nos informou que não podia manter o acusado preso porque crime de estupro exige flagrante e a polícia não flagrou o fato. Porém, é impossível que tal barbaridade seja flagrada, até porque a maioria dos casos de estupro acontece dentro de casa. Como é que a polícia vai flagrar o crime??, questionou Terezinha Ramires. Ela acrescentou que Ana Cristina e seus filhos estão protegidos pelos grupos sociais e que não poderia dar detalhes do seu paradeiro por causa da ameaça de morte. ?O nosso Código Penal é falho. A mulher teve a coragem de denunciar o crime e agora é ela quem tem de ficar escondida, pois corre o risco de perder a vida. Enquanto isso, o bandido está solto. Esperamos que a polícia conclua as investigações, já que o Instituto Médico Legal comprovou que houve abuso sexual das crianças, e prenda novamente o marginal?, frisou. Terezinha Ramires declarou que respeita a delegada Paula Mercês, mas acha que ela se omitiu ao negar informações à imprensa. ?A omissão em casos como esse gera a impunidade. A imprensa é a grande responsável por tornar esses crimes públicos e denunciá-los à sociedade. A delegada não poderia ter se negado a explicar por que estava soltando o acusado, alegando estar ocupada. Todos nós somos ocupados?, ressaltou.

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