Cidades
CME denuncia falta de estrutura de creches particulares
Se for submetida a uma fiscalização, a maioria das 500 creches particulares de Maceió será fechada por absoluta falta de condições de atender adequadamente crianças de zero a três anos de idade. O alerta é da presidenta do Conselho Municipal de Educação (CME), professora Ivanilda Verçosa, para quem as creches mantidas por particulares e entidades ditas filantrópicas são ?verdadeiros depósitos de crianças?. Ela fez essa denúncia, ontem, em entrevista ao programa Bom Dia Alagoas, da TV GAZETA. Além da falta de espaço e estrutura física, as creches são deficitárias também quanto ao quadro de funcionários. A grande maioria não tem pessoal qualificado, com formação no Magistério, o que contraria totalmente a resolução 01/2003, do Conselho Municipal. Para Ivanilda Verçosa, a situação é grave e exige ação imediata dos órgãos municipais de Educação. Ao mesmo tempo em que criticou o total descumprimento da resolução que regulamenta o funcionamento de creches em Maceió, a presidenta do Conselho assumiu parte da responsabilidade por essa situação deficitária. Ela disse que falta condições de fiscalização, já que o Conselho, instituído em 2001 com a criação do Sistema Municipal de Educação, não formou ainda sua equipe de inspeção. Mas assegurou que já há um compromisso da Prefeitura de contratar professores com especialização em educação infantil para que o Conselho faça suas atribuições de maneira eficiente. A maioria das creches está localizada na periferia de Maceió, e um grande número delas não tem registro na Semed ou no CME. ?Se formos fiscalizar veremos muito mais deficiências?- acredita ela. Mas a professora ressalta que a intenção do Conselho não é fechar essas creches. Ao contrário, o que se pretende com a fiscalização é que seus proprietários cumpram as normas do regulamento que definem as exigências para o atendimento educacional e cuidados com crianças de zero a 3 anos. O CME está elaborando um projeto para que todas as creches sejam devidamente regulamentadas e credenciadas, ou seja, seus proprietários terão que encaminhar documentação para obter autorização e reconhecimento do Conselho. ?Somente assim estarão legalizadas para funcionar?- disse Ivanilda, revelando que todas as creches terão que se cadastrar para receber o registro de funcionamento. Ivanilda destacou como exemplo de funcionamento adequado as 11 creches mantidas pela Prefeitura de Maceió.