loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Relat�rio que aponta �reas para o novo lix�o ser� entregue � prefeita

Ouvir
Compartilhar

Na próxima quinta-feira, a prefeita de Maceió, Kátia Born, receberá o relatório elaborado por técnicos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) sobre as áreas apropriadas para comportar o novo aterro sanitário da cidade. A entrega será feita oficialmente pelo reitor da Ufal, professor Rogério Pinheiro, às 11 horas, no gabinete da prefeita. Ontem, os técnicos da universidade realizaram um simpósio reunindo todos os segmentos envolvidos em questões ambientais, durante o qual apresentaram os 11 pontos que consideram viável para se implantar o aterro sanitário. O trabalho é coordenado pela professora Nélia Calado, que fez um relato sobre todas as pesquisas e estudos realizados nos últimos sete meses, para se chegar às indicações do relatório. Sete das 11 áreas apontadas ficam em Maceió, na localidade Cachoeira do Meirim, próxima ao conjunto Benedito Bentes. As outras quatro foram identificadas na chamada Região Metropolitana, podendo o aterro ser construído em Santa Luzia do Norte, Marechal Deodoro, Satuba e Coqueiro Seco. Mas, como admite a própria coordenadora do projeto, as sete melhores indicações estão localizadas em Maceió. Áreas viáveis ?As áreas indicadas seguem uma escala de viabilidade que indica os melhores do primeiro ao décimo primeiro colocado?, explicou a professora Nélia. Segundo ela, o trabalho excluiu as áreas consideradas ?ruins?, só sendo analisadas aquelas que atendem às exigências e normas técnicas de natureza ambiental. Um desses critérios é o de que não haja aglomerado urbano numa área inferior a 500 metros do local. O representante do Conselho Estadual de Proteção ao Meio Ambiente, engenheiro Roberto Lôbo, que acompanhou a explanação, disse que aquele colegiado deverá se manifestar sobre o relatório para garantir o cumprimento da legislação ambiental. Para ele, a questão sanitária é um dos graves problemas que a população de Maceió enfrenta. Já representantes de entidades civis, como a Comissão Alagoana de Catadores de Lixo, aproveitaram o simpósio para reclamar que não estão sendo asseguradas a eles condições de trabalhar no futuro aterro sanitário. Organizados, eles apresentaram um documento com reivindicações destinadas a garantir a continuidade do trabalho que desenvolvem no atual Lixão, alegando que, se não fosse por sua atuação, aquela área não comportaria sequer mais uma tonelada de lixo. ?Queremos o apoio do poder público?, disse Severino Júnior, do Movimento Nacional de Catadores de Lixo, que está em Maceió apoiando a categoria. Outra manifestação em favor dos catadores foi feita por Ana Lúcia Menezes, do Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu, para quem as discussões sobre o aterro carecem de uma abordagem social. ?Os catadores têm de ser incluídos em qualquer projeto?, disse ela.

Relacionadas