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Deodoro vira acampamento para fam�lias sem-terra

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Trezentas famílias de trabalhadores sem-terra do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) estão acampadas, desde sábado, na Praça Deodoro, no Centro, para cobrar mais agilidade da Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no processo de desapropriação e vistorias de terras para reforma agrária em Alagoas. As lideranças do MTL querem também pressionar a Justiça a tomar uma posição sobre a revogação do mandado de prisão do líder do movimento, Valdemir Agostinho, que está foragido há um ano e três meses. Agostinho teve a prisão decretada pelo juiz Alberto Ramos, sob acusação de estar incentivando saques a caminhões nas estradas. O coordenador Antônio José Gomes Soares avisou, ontem, que os trabalhadores sem-terra vão permanecer em Maceió, até que as reivindicações do movimento sejam atendidas. ?Estamos aguardando a chegada de mais cerca de 800 trabalhadores que ficarão acampados aqui na praça até que todos os nossos pedidos sejam encaminhados?, advertiu. Alimentos A vinda até Maceió também foi uma maneira encontrada pelos coordenadores do MTL para pressionar o Incra a liberar alimentação para os sem-terra. Um grupo do movimento se reuniu com representantes do Incra e do Instituto de Terra e Reforma Agrária do Estado de Alagoas (Iteral), para tentar conseguir alimentação para as famílias acampadas na Praça Deodoro, a maioria vindas de acampamentos em municípios da Zona Norte, como Flexeiras, São Luiz do Quitunde, Porto Calvo e Novo Lino. Desde sábado, elas estão sem alimentação e saem pelas ruas do Centro pedindo ajuda. As condições do acampamento também são precárias. Para armar as barracas de lonas foram usados como suportes os bancos e até as estátuas da praça. Nem mesmo a estátua do Marechal Deodoro escapou. Como não foram instalados banheiros, os acampados fazem suas necessidades fisiológicas no meio da praça. Entre os acampados, um grande número é de crianças. O acampamento numa das principais praças do Centro já começa a interferir na vida do comércio. Lojistas reclamam que os consumidores estão evitando as compras nos estabelecimentos naquela área.

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