Cidades
Falta de profissionais inviabiliza assist�ncia m�dica
A falta de profissionais nos postos de saúde de Maceió é um dos principais problemas enfrentados pelas pessoas que dependem do atendimento através do Sistema Único de Saúde (SUS). Na maioria das unidades de saúde dos bairros mais pobres da cidade, os moradores são obrigados a chegar de madrugada para conseguir atendimento médico. Esta situação foi denunciada, ontem, pela TV GAZETA, numa reportagem que mostrou as dificuldades enfrentadas pelos moradores do Jacintinho e do Benedito Bentes para conseguirem atendimento na rede pública. No posto da Aldeia do Índio, no Jacintinho, os moradores chegam de madruga para disputarem uma ficha para assegurar a consulta médica. Eles reclamam que além da desorganização para distribuição das fichas, algumas consultas demoram até um mês para serem realizadas e que os médicos não chegam na hora marcada. No posto médico do Jacintinho, a situação denunciada pelos moradores ainda é pior. Quem chega ao posto de madrugada corre o risco de ser assaltado na fila. Algumas vezes, a polícia é acionada para fazer a guarda da área até por volta das 7 horas. No posto do Benedito Bentes a situação se repete. A diretora do posto, Jacy Quintella, reconhece a precariedade no atendimento. Mas, argumenta que não há condições físicas na unidade para atender a demanda de mais de três mil pacientes por mês. O posto de atendimento médico do Salgadinho, o maior do Estado, tem capacidade para fazer 13 mil consultas por mês, mas, hoje, atende uma média de 15 mil. De acordo com a chefe de Gabinete da Secretaria Municipal de Saúde, Josefa Petrúcia Melo, um dos principais problemas enfrentados nos postos é a falta de profissionais. Mas, ela adiantou que o problema deverá ser resolvido com a realização de concurso público, cujo edital deve ser publicado até novembro. Josefa afirma que devido a um acordo feito com a Procuradoria Regional do Trabalho, todos os serviços prestados da saúde serão dispensados e substituídos pelos concursados. (MFA)