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Moradores do Benedito Bentes n�o aceitam lix�o

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FÁBIA ASSUMPÇÃO A superintendente de Limpeza Urbana de Maceió, Rosa Tenório, afirmou, ontem, que a palavra final sobre a área onde deverá ser instalada o aterro sanitário de Maceió será dada pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA). A informação foi dada durante uma manifestação realizada no Benedito Bentes, contra a possível instalação do futuro aterro de Maceió na região de Cachoeira do Meirim, distante 15 quilômetros do bairro. A manifestação reuniu mais de cinco mil estudantes, moradores e comerciantes do Benedito Bentes e resultou na suspensão das aulas nas 21 escolas públicas e privadas do bairro. Vestidos de preto, os manifestantes saíram em passeata pelas ruas do Conjunto Benedito Bentes I e II em direção à entrada da Avenida Cachoeira do Meirim, uma das áreas apontadas por técnicos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) como viável para a instalação do aterro sanitário. O prefeito comunitário, Silvano Barbosa, pretendia entregar um abaixo-assinado, com mais de 30 mil assinaturas dos moradores do conjunto, ao procurador-geral de Justiça, Dilmar Camerino, pedindo para que o Ministério Público acompanhe o processo de definição da área onde será instalado o aterro sanitário. Como não pode comparecer ao ato, Camerino se comprometeu a ir, na próxima semana, à Prefeitura Comunitária do Benedito Bentes, para receber o documento. Relatório Silvano entregou à superintendente da Slum e a presidenta do IMA, Sandra Menezes ? que também esteve presente à manifestação ?, um relatório feito por uma comissão de moradores do bairro, que mostram que as áreas apontadas no relatório dos técnicos da Ufal guardam uma reserva de 6.500 hectares de Mata Atlântica e as nascentes do Rio Saúde e Meirim, que abastecem o Sistema Pratagy. ?Das 11 áreas indicadas pelos técnicos da Ufal, sete estão localizadas nesta região?, enfatizou Silvano. Apesar de essas áreas estarem distantes cerca de 15 quilômetros do Benedito Bentes, Silvano afirma que a presença do aterro sanitário afetaria diretamente os moradores do bairro. Ele alega ainda que não houve uma discussão prévia com a população sobre a possível instalação do aterro sanitário. A presidenta do IMA, Sandra Menezes, considerou legítima a manifestação, mas, de certa forma, precipitada, porque ainda não houve definição da área onde será instalado o aterro. Só na próxima semana, o relatório feito pelos técnicos da Ufal deverá ser entregue pela prefeitura ao órgão. A superintendente da Slum, Rosa Tenório, reforçou que ainda não há uma definição da área onde será instalado o aterro. Mas, adiantou que o trabalho feito pelos técnicos da Ufal representa que quase 90% do Estudo do Impacto Ambiental já está pronto. Mas, de qualquer forma, passará pela avaliação do IMA. ?Nossa preocupação foi pedir aos técnicos que buscassem áreas onde não houvesse reservas ambientais e distantes da área do aeroporto?.

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