loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Mercado de trabalho mant�m discrimina��o contra mulheres

Ouvir
Compartilhar

FÁTIMA ALMEIDA A mulher já representa mais de 40% da população economicamente ativa do País. Mas isso não significa que esteja próxima de atingir a igualdade com os homens no mercado de trabalho. Elas perdem feio no grau de ocupação de cargos de direção e no nível salarial. Segundo a secretária-adjunta da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, Maria Laura, a média salarial da trabalhadora brasileira fica em torno de 70% dos salários pagos aos homens nos mesmos cargos. Ela esteve, ontem, em Maceió, participando do I Congresso da Mulher Empreendedora de Alagoas, realizado pelo Conselho da Mulher Executiva (CMEX), ligada à Associação Comercial, que discutiu os desafios da mulher, sua relação com o poder e suas atribuições no mundo moderno. O que a mulher empreendedora pode fazer para reduzir essas desigualdades? ?Ela pode contribuir para reduzir a exclusão dando preferência ao emprego de mão-de-obra feminina; aplicando corretamente os direitos salariais; dando oportunidade de crescimento profissional; gerando equipamentos e ambientes que proporcionem à mulher um ambiente de trabalho mais adequado e tranqüilo?, responde a secretária. Desigualdades Segundo Maria Laura, a maior categoria de trabalho feminino é o doméstico, exatamente o setor onde os direitos são mais desrespeitados. As desigualdades enfrentadas pela mulher no mundo atual, segundo a secretária, não são vistas apenas como fruto da estrutura social, mas também da desigualdade de gênero, de etnia e ainda da desigualdade existente entre os homens e as próprias mulheres, presentes em quadros que mostram, por exemplo, a índia como a mulher mais pobre, a negra como a mais explorada e mais vulnerável ao trabalho precário. Segundo ela, o papel da secretaria, criada no governo Lula, não está centrado, exatamente, em acabar com essas desigualdades, mas em interferir para que o governo, como um todo, tenha essa visão e estabeleça políticas para combatê-las. ?O Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf), do Ministério da Agricultura, já trabalha com crédito para a mulher; o Ministério da Saúde tem reforçado a questão da saúde da mulher; o Ministério da Educação já tem projetos integrados de educação de adultos; no Fome Zero a preferência da titularidade do cartão é para a mulher e já se prepara a inclusão das mulheres jovens no programa Primeiro Emprego?, diz Maria Laura. Na sua opinião, a própria criação da secretaria reflete a concepção do presidente Lula da necessidade de que as desigualdades e a discriminação sejam encaradas, tornem-se visíveis e sejam tratadas nas suas especificidades, para que se possa ampliar, verdadeiramente, a inclusão social da mulher.

Relacionadas