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Entidades promovem ato pelo desarmamento

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Os alagoanos também estão se mobilizando para que o Congresso Nacional aprove o projeto de autoria do senador Renan Calheiros (PMDB) que proíbe o porte e a venda de armas. E para chamar ainda mais a atenção da sociedade sobre a importância do projeto, a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL), realiza, na próxima sexta-feira, a partir das 15 horas, uma passeata pela paz com o lema Alagoas sem Armas. A iniciativa tem o apoio do Conselho Estadual de Direitos Humanos, entidades civis, sindicatos, movimentos sociais e igrejas. A passeata vai contar com a presença do autor do projeto de desarmamento, senador Renan Calheiros e parlamentares do movimento Viva Rio. A manifestação terá início com um ato ecumênico em frente à sede da Ordem, e, em seguida, os participantes da manifestação saem em passeata pelas ruas do Centro. No encerramento do ato, haverá a bênção final com o padre Manoel Henrique, que faz parte da comissão organizadora da passeata. O padre Manoel Henrique salientou que, além de ter o objetivo de mobilizar a sociedade para que o projeto de desarmamento seja aprovado pelo Congresso, a passeata tem também um caráter educativo. ?Queremos dar início a uma campanha educativa para que no Natal os pais não dêem presentes com armas ou objetos de guerra para seus filhos, e também filmes e videogames violentos?. Ele ressaltou a importância de que as pessoas se mobilizem pela paz. ?A segurança do indivíduo vem da convivência fraterna e não do uso de armas?, refletiu. ?Quando o indivíduo perde a razão do diálogo é que usa covardemente uma arma?. O padre considera um ato de covardia, além de uma estupidez humana o uso de armas, pois o ser humano, na avaliação dele, foi feito para o amor, para a amizade e construção de uma sociedade verdadeiramente humana. E acrescenta que hoje se busca atribuir a violência a segmentos da sociedade que estão tendo seus direitos desrespeitados. ? Hoje se fala mal das grotas, por causa das gangues que existem por lá, quando estamos chamando que os habitantes das grotas lutem pelos seus direitos. A população do Jacintinho, por exemplo, um dia reagiu contra a onda negativa que fazia dele como um bairro violento?.

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