Coronavírus
PREÇO DE ALIMENTOS DISPARAM EM MACEIÓ E FEIJÃO É VILÃO DA ALTA
Associação de supermercados destaca que aumento se dá devido à sazonalidade na produção do alimento; o Procon confirma a alta
Em plena época de pandemia do novo coronavírus, os consumidores alagoanos estão se deparando com aumento no preço de vários alimentos que compõem a cesta básica. Um deles - o feijão, tradicional no prato dos brasileiros - registrou alta de 71%, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além do produto, outros gêneros como ovos, leites e cebolas também registraram alta nos preços.
De acordo com o presidente da Associação do Supermercados de Alagoas (ASA), Raimundo Barreto, o aumento se dá devido à produção que não está em época. “Houve realmente um aumento no preço dos produtos, mas esse aumento é lá na fonte do produto. Os supermercados apenas repassam esse preço”, disse. “Todo ano temos esse problema, o preço de alguns produtos sobe e depois baixa novamente. O quilo do feijão já chegou até R$ 15,00 em algumas épocas, da mesma forma que já chegou a custar R$ 3,00 em outras. Isso tem a ver com a produção dele”, explicou.
O presidente reforça ainda que o aumento não se deu devido a alta procura por parte da população alagoana que, segundo ele, está comprando normalmente e apenas houve a alta procura nos primeiros dias do Decreto de Emergência do Governo de Alagoas. Ele ressalta ainda que a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) constatou, através de uma pesquisa em âmbito nacional, que esse aumento se dá devido à época de produção dos produtos.
PROCON
Com a constatação de aumento do preço por parte da população de alguns gêneros alimentícios, o número de denúncias ao Programa de Proteção e Defesa do Consumidor de Maceió (Procon) cresceu, segundo a diretora do órgão, Lilyan Valões. Ela informou ainda que as denúncias de aumento se dão no preço do feijão, leite, ovos, entre outros. “Estamos recebendo diversas denúncias. Porém, ao visitar os estabelecimentos, estamos verificando que o aumento está vindo do fornecedor do produto e não do supermercado”, destacou. “Anteriormente, quando o foco eram o álcool em gel, conseguimos em alguns casos fazer com que o estabelecimento diminuísse o valor cobrado, porém no caso dos alimentos, realmente os preços estão altos já do produtor”, completou.
Segundo o advogado especialista em Direito do Consumidor, Leandro Almeida, esse é o momento da população ficar atenta e fazer as pesquisas de preços de produtos. “A sociedade agora deve em primeiro plano realizar pesquisas prévia antes de fazer suas compras, comprar sempre em local mais barato, para incentivar uma redução através da concorrência livre e em caso de evidente abusos, denunciar aos Procons de cada região”, disse.
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*Sob supervisão da editoria de Economia.