Cidades
ALAGOANOS PERCORREM 43 KM PARA ACESSO A SERVIÇOS BÁSICOS DE SAÚDE
Segundo IBGE, para procedimentos de alta complexidade, média percorrida em 2019 foi de 94 km
O IBGE disponibilizou ao Ministério da Saúde e à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), dados preliminares sobre o deslocamento da população entre cidades brasileiras em busca dos serviços de saúde. O objetivo é munir os órgão de saúde com mais essa informação para o combate ao novo coronavírus. Os dados integram a pesquisa Regiões de Influência das Cidades 2018 (REGIC) e podem ser relevantes na elaboração de políticas públicas de saúde que ajudem a mitigar os efeitos da disseminação da Covid-19.
De acordo com o estudo, os brasileiros percorreram, em média, 72 km para conseguir atendimento nos serviços de baixa e média complexidade, como consultas médicas e odontológicas, exames clínicos e pequenas cirurgias, dentre outros que não impliquem em internação. Em Alagoas, o deslocamento médio foi de 43 km, abaixo da média nacional e também da regional, que foi de 70 km. O estado com o menor registro foi Santa Catarina, com 38 km.
Entre as capitais, Maceió foi a que recebeu pessoas que percorreram as menores distâncias do país, em média 73 km, para atendimento de baixa e média complexidade.
Por sua vez, os brasileiros precisaram percorrer, em média, 155km para ter acesso aos serviços de alta complexidade, como internação, cirurgias, tratamentos de câncer, dentre outros. Em Alagoas, o aumento seguiu a tendência nacional e foi de 94 km. A pesquisa revelou, nesse ponto, as diferenças regionais, especialmente no Nordeste, onde há concentração dos serviços de alta complexidade nas capitais. No caso particular do estado alagoano, Maceió sobrepôs a influência de Arapiraca, que era verificada nos serviços de baixa e média complexidade.
O questionário completo da pesquisa abarcava nove perguntas, sendo duas relacionadas à temática da saúde. Nele, os informantes deveriam indicar até cinco municípios para os quais a população residente se dirige em busca dos serviços de saúde, excluindo os recebidos no próprio município. Foram excluídas da aplicação da pesquisa as cidades com alto índice de gestão ou população superior a 300 mil habitantes, já que costumam atrair pessoas de outras localidades e não enviar. Maceió, portanto, ficou de fora da amostra.
Concentração em Maceió dos atendimentos de alta complexidade
Os dados divulgados pelo IBGE revelam ainda que Maceió foi mencionada por 80 cidades como destino para serviços de saúde de alta complexidade. De maneira geral, a pesquisa observou que a referência principal dos informantes em todo o país nesse quesito foram as cidades procuradas para tratamento de câncer e cirurgias complexas. Já nos serviços de baixa e média complexidade, a capital alagoana atraiu pessoas de 28 cidades.