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NÚMERO DE CASOS DE CORONAVÍRUS EM AL CRESCE 50% EM 48 HORAS

Estado registra agora 72 pessoas com a doença; País teve mais de 200 mortes em 24 horas

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O Boletim Epidemiológico divulgado ontem pela Secretaria de Estado da Saúde apontou um crescimento de 50%% no número de casos confirmados de coronavírus em Alagoas nas últimas 48 horas. No dia 12, eram 48 e ontem chegou a 72, o que mostra uma aceleração no ritmo de contágio da doença. Nos primeiros 38 O total de óbitos permanece quatro. Segundo a Sesau, 281 casos continuam em investigação e 750 já foram descartados. Todos os óbitos ocorreram em Maceió, segundo o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs). O primeiro óbito por Covid-19 em Alagoas foi o de um aposentado de 64 anos, confirmado no dia 31/03. Já a segunda morte em Alagoas por Covid-19 foi a de um aposentado de 78 anos, e a confirmação ocorreu no dia 03/04. A terceira morte ocorreu na quarta-feira (8/4), tendo como vítima uma aposentada de 77 anos. Já o quarto óbito, de um idoso de 79 anos, ocorreu na madrugada do domingo (12/4). Dos 72 casos confirmados, 65 residem no Estado, sendo 59 em Maceió e seis no interior, uma vez que Porto Real do Colégio tem um caso, Marechal Deodoro aparece com três, Palmeira dos Índios também tem um caso e Satuba surge com um caso. As outras sete pessoas que testaram positivo para a Covid-19 em Alagoas, residem no Rio de Janeiro (2), em Brasília (2) e em São Paulo (3). Curados – O Boletim Epidemiológico 39 aponta que, dos 72 casos confirmados em Alagoas para a Covid-19, 16 já finalizaram o isolamento domiciliar, não apresentam mais sintomas da doença e, portanto, estão curados.

BRASIL TEM 1,5 MIL MORTES

O número de mortes decorrentes do novo coronavírus subiu para 1.532 no País, segundo o Ministério da Saúde. O resultado marca um aumento de 15% em relação a segunda-feira, quando foram registrados 1.328 óbitos. São Paulo concentra o maior número de mortes (695), com mais da metade do total contabilizado na atualização. O estado é seguido por Rio de Janeiro (224), Pernambuco (115), Ceará (107) e Amazonas (90). Também foram registradas mortes no Paraná (36), Maranhão (32), Minas Gerais (27), Santa Catarina (26), Bahia (22), Pará (19), Rio Grande do Norte (18), Rio Grande do Sul (18), Distrito Federal (17), Espírito Santo (17), Paraíba (16), Goiás (15), Piauí (oito), Amapá (seis), Sergipe (quatro), Mato Grosso do Sul (quatrp), Alagoas (quatro), Mato Grosso (quatro), Acre (três), Roraima (três) e Rondônia (dois). Tocantins é o único estado onde ainda não houve morte. Já o número de casos somou 25.262, o que representa um crescimento de 8% em relação a segunda-feira, quando o balanço do Ministério da Saúde registrou 23.430. No comparativo com domingo (12), quando foram identificadas 22.169 pessoas infectadas, o aumento significou 14%. A taxa de letalidade do país está em 6,1%, maior do que a registrada ontem, quando o índice foi de 5,7%. O Brasil bateu o recorte de mortes em 24 horas: 204. Na segunda-feira, haviam sido contabilizados 105 óbitos e, no domingo, 99. No perfil das vítimas, 59,9% eram homens e 40,1%, mulheres. Do total, 73% tinham acima de 60 anos e 73% apresentavam algum fator de risco, como cardiopatia, pneumopatia, diabetes e doenças neurológicas. Os casos confirmados nas últimas 24 horas totalizaram 1.832, mais do que o contabilizado ontem (1.261). O resultado não foi o maior, pois, na última semana, houve um acrésimo de 2.210 novos casos às estatísticas na quarta-feira (8).

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As hospitalizações por covid-19 totalizaram 4.926. No entanto, há 31.605 pessoas internadas com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em investigação, dependendo de testes para averiguar se são casos de infecção por novo coronavírus ou não. No coeficiente de incidência (número de casos por 1 milhão de habitantes), Amazonas lidera (303), seguido por Amapá (281), Distrito Federal (209), Ceará (196), São Paulo (192) e Rio de Janeiro (186). Todas essas unidades da Federação estão mais de 50% acima da média nacional (111), e entram na categoria de “emergência”, de acordo com a escala do ministério. As regiões com maior incidência foram identificadas em Fortaleza (608,2), São Paulo (523), Manaus e Entorno (436,7), área central, no Amapá, (369) e Rio Negro e Solimões (325,6).

CASOS CURADOS

Durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto, pela primeira vez os representantes do Ministério da Saúde apresentaram dados sobre o número de pessoas curadas. Partindo de estimativas adotadas em outros países, eles afirmaram que o índice é de 55% dos casos confirmados, o que significaria um total de 14.026 pessoas. O titular da pasta, Luiz Henrique Mandetta, anunciou a edição de uma norma que obriga os hospitais a comunicarem o nível de ocupação de seus leitos. Há cerca de duas semanas, a equipe do Ministério da Saúde havia informado que realizaria um censo sobre o tema, mas o secretário executivo da pasta, João Gabbardo dos Reis, disse que ainda há locais que não repassam a informação. Com a obrigatoriedade, a promessa do ministério é de que o dado possa ser acompanhado diariamente. Este é um dos indicadores para a avaliação dos gestores estaduais e municipais para definir as medidas de distanciamento social. Segundo a nova orientação do órgão, estados e cidades que possuírem baixa incidência e tiveram pelo menos 50% dos leitos vagos poderiam migrar do isolamento ampliado para uma modalidade denominada seletiva, com retomada dos comércios e mantendo em casa apenas público de risco. “O Ministério não determinou, a gente está criando critérios para que gestor possa ter de guia. Precisamos ganhar tempo para que os sistemas de saúde consigam se ampliar. Se o vírus se comportar aqui como se comporta em outros países, não queremos ver situação de drama que se repitam”, declarou Mandetta.

EQUIPAMENTOS

O ministro informou que foi aberto um chamado público para formar um grupo de laboratórios que produziria os testes (RT-PCR) de forma centralizada e coordenada em São Paulo e distribuiria para outras localidades. A intenção é produzir 3 milhões de testes, chegando a uma produção de pelo menos 30 mil por dia. Questionado sobre o fato de outros países terem taxas de testagem maior em relação à população, Mandetta argumentou que o Brasil adotou essa estratégia no mesmo momento de Europa e Estados Unidos.

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