Cidades
PROJETO PRODUZ MÁSCARAS PARA PROFISSIONAIS DA SAÚDE
Máscaras serão distribuídas nos hospitais públicos da capital Máscaras serão distribuídas nos hospitais públicos da capital Máscaras serão distribuídas nos hospitais públicos da capital
Em meio a notícias tristes e ao medo sentido por muitos em decorrência da disseminação e contágio do novo coronavírus (Covid-19), uma iniciativa solidária surge. O projeto voluntário, 3D Saves, visando ajudar os profissionais da área da saúde, que estão na linha de frente na luta contra o corona, está com a ajuda de diversos colaboradores, produzindo máscaras de proteção facial que serão entregues nos hospitais públicos de Maceió.
A iniciativa solidária surgiu através do Engenheiro e professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que trabalha no Laboratório de Computação Científica e Visualização (LCCV), Eduardo Setton, que viu a situação de falta de equipamentos de proteção individual (EPI´s) para os profissionais da saúde e decidiu ajudar como podia, já tendo experiência, desde 2013, na produção de projetos 3D para a área da saúde.
O projeto teve seu início através das redes sociais, quando Eduardo postou, em março, que estava procurando por pessoas que tivessem impressoras 3D em casa. “O 3D Saves é uma ação de pessoas físicas e voluntárias. Me coloco aqui como pessoa e não como professor. Esse projeto teve início quando publiquei nas redes sociais procurando pessoas com impressora, hoje temos cerca de 60 colaboradores nos ajudando, e umas 50 impressoras produzindo EPIs em seus domicílios”, disse o engenheiro.
“Com essa ajuda do pessoal voluntário nós aumentamos a capacidade produtiva, porque as impressoras 3D não são feitas para produzir em escala, elas imprimem qualquer coisa, mas não em escala. Todos os nossos colaboradores possuem impressoras mais simples em casa, mas como todos colaboram já dá um número de equipamentos relativamente grande. Nesse momento tem várias pessoas em casa produzindo com suas próprias impressoras, visando ajudar os profissionais da saúde. Esse é um dos projetos mais gratificantes que já me envolvi”, relatou Setton.
PRODUÇÃO
Como a iniciativa chamou atenção, logo o projeto ganhou diversos patrocinadores para ajudar na produção das máscaras, como conta Eduardo Setton. “Esse material que estamos conseguindo e que está atendendo todos os nossos colaboradores, está sendo cedido por empresas colaboradoras, que se sensibilizaram com nossa causa e estão ajudando na compra do PET, por exemplo”, explicou. “Desde o dia que eu fiz a postagem boa parte do meu dia é em função de trabalhar para que o projeto prossiga. A produção descentralizada como essa, nas casas de cada colaborador, é mais difícil e complexo, mas estamos conseguindo dar um bom retorno. Já iremos começar nossas primeiras entregas em hospitais públicos, que foi uma decisão geral do grupo”, contou Eduardo, que completou: “pode parecer pouco, mas tendo em vista o esforço dessas pessoas, que cedem quase 24h do seu dia, é muito.” O foco inicial do grupo será em hospitais públicos da capital, por conta da quantidade de material, mas, na medida que as doações forem sendo recebidas pretendem expandir para Upas e Postos de saúde. Para a primeira entrega foram produzidas cerca de 85 máscaras e a expectativa é aumentar cada vez mais o número. "Estamos para receber materiais de um dos patrocinadores para esses dias, e esperamos que em um mês consigamos produzir cerca de mil e quinhentas hastes protetoras faciais, tudo produzido dentro da casa de nossos colaboradores”, finalizou o professor. Aqueles que gostaram da iniciativa e quiserem ajudar o projeto não precisam necessariamente possuir impressoras 3D em casa. A ajuda pode ser feita através da doação de materiais ou dinheiro, para o número (82) 9 93231945. Os interessados em ajudar com trabalho, seja na parte administrativa ou jurídica também podem entrar em contato e participar.