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PRODUÇÃO DE MÁSCARAS DE TECIDOS AJUDA EMPREENDEDORES

Alguns usaram conhecimento em moda para confeccionar o acessório de maneira mais fashionista

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Desde que o então ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta disse que máscaras de tecido podem servir como barreira eficiente contra o coronavírus, a produção delas se tornou um bom negócio para os empreendedores alagoanos. Alguns usaram o conhecimento em moda para confeccionar o produto de uma maneira mais fashionista, a fim de suavizar o caos da pandemia. A empreendedora Martha Gomes é uma das que abraçou a oportunidade. Ela possui uma marca autoral de acessórios sustentáveis e, em consequência da pandemia, a máscara de tecido se tornou a sua fonte de renda nos últimos meses. “A minha marca botou a cara na rua em janeiro deste ano e é voltada para a sustentabilidade, com produtos que não agridem tanto o meio ambiente. Investi a graninha do final do ano nessa ideia e tive o apoio de um amigo. Em março, no entanto, quando ela estava começando a ser vista, a pandemia começou. No primeiro momento, coloquei as mãos na cabeça e pensei no investimento que eu teria que repor e nos equipamentos que precisavam ser pagos. Foi daí que meu irmão sugeriu que eu pensasse a respeito das máscaras de tecido. No início eu tive algumas dúvidas, mas depois de analisar a melhor forma de fazer, optei pela confecção e venda do produto”, disse Martha. Ela conta que as máscaras confeccionadas são com tecido 100% algodão, o que traz um certo conforto para quem usar o acessório. “É um modelo que atende todas as normas do Ministério da Saúde. Cobro, por unidade, apenas R$ 5, pois não quero nada além do justo. Sem falar que meu desejo é que mais pessoas consigam comprar suas máscaras para, assim, se manterem protegidas”, falou a empreendedora. Martha também aproveitou para explicar como são feitas as máscaras. “O processo começa com a compra dos tecidos. Assim que eles chegam, faço uma pré-lavagem para diminuir o risco de encolhimento da peça após confeccionada e também para higienizá-los. Assim que secam, os tecidos são passados e armazenados em saquinhos plásticos. No momento da confecção, são manuseados após higienização das mãos, bancadas e utensílios. Corto eles manualmente, nos moldes dos tamanhos que foram solicitados e, só depois, passo para a etapa da costura. Estou utilizando o tecido Tricoline 100% algodão e as máscaras são duplas. A costura é a etapa que demanda mais atenção, tempo e cuidado. São detalhes que fazem a diferença no resultado final”, contou.

AS QUERIDINHAS

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| Foto: ARQUIVO PESSOAL

“Eu sempre fui uma criança inquieta para a área criativa. Sempre fazia minha mãe de boneca querendo maquiá-la e escolhendo suas roupas. Com 16 anos, fiz um curso de férias no instituto Zuzu Angel, no Rio de Janeiro, e foi aí que eu entendi muito mais do universo de moda, e, a partir daí, decidi seguir profissionalmente e fazer a faculdade”. Essa é a história do designer de moda August Christoff, que também vem produzindo máscaras, porém com estilo diferente do comum. Mais fashionistas, suas máscaras vêm virando as queridinhas dos alagoanos no combate ao coronavírus. “Antes eu trabalhava apenas com vestuário e alguns acessórios, mas máscara nunca tinha feito. Posso dizer que sou um admirador da cultura japonesa, quase um otaku. Então sempre tive essa curiosidade de como eles transformaram uma necessidade em um acessório de moda por lá. Também tive inspirações de grandes marcas que fizeram em seus desfiles”, disse ele, ao ser perguntado de como surgiu a ideia de diferenciar suas máscaras das tradicionais. “Vendo a situação atual por causa da Covid-19 e vendo que as pessoas não estavam se importando muito ou dando o devido valor a gravidade do problema, resolvi lançar uma mini coleção de máscaras com um forte apelo estético, que acompanhava uma cartilha com todas as medidas de prevenção necessárias. A ideia era usar a moda como ferramenta comunicadora e conscientizadora”. Augusto também se diz exigente quanto {à escolha do tecido para a confecção das máscaras. “Minhas preocupações são: o tecido do forro ser hipoalergênico e os dois tecidos que compõe o produto serem porosos, para que possa haver entrada de ar e ninguém morrer sufocado”. O designer ressalta, ainda, que prefere trabalhar, no momento, sozinho e isolado, para que não haja risco de contaminação das máscaras. As máscaras custam de R$ 10 a R$ 30, dependendo do modelo.

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