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MP investiga den�ncias de irregularidades no Lifal

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O Ministério Público Estadual (MPE) está investigando denúncias feitas pelo Sindicato dos Trabalhadores Químicos e Petroquímicos do Estado de Alagoas (Sindquímica) contra a administração do Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas (Lifal). As irregularidades teriam sido cometidas na gestão da ex-diretora, médica Amália Amorim. O caso está sendo investigado pelos promotores do Núcleo da Fazenda Pública e Sonegação Fiscal, Cyro Blatter e Sidrack Nascimento. De acordo com os promotores, foram formalizadas várias denúncias, como o superfaturamento na compra de medicamentos, a construção de uma praça defronte do Lifal, com recursos que deveriam ser destinados à produção de remédios, e viagens ao exterior financiadas com dinheiro público. O sindicato também levanta suspeitas acerca da contratação de funcionários por intermédio de cooperativas de outros estados e da liquidação de um convênio com a antiga Central de Medicamentos (Ceme) para o fornecimento de remédios. Segundo o promotor Cyro Blatter, o Ministério Público solicitou, e já recebeu da administração do Lifal, todos as notas fiscais e cópias de convênios com terceiros referentes ao período das denúncias. A expectativa do MP é concluir o processo em sessenta dias. Amália nega A médica Amália Amorim negou todas as acusações e se disse pronta a provar, no Ministério Público ou em qualquer outra instância da Justiça, que as denúncias do Sindquímica têm natureza e objetivos meramente políticos. ?É importante ressaltar inicialmente que o sindicato está vinculado a um partido de postura radical e que se opõe ao atual governo. Não há irregularidades em minha gestão e tenho fartos documentos que provam a lisura de nosso trabalho?, disse a médica e ex-dirigente do laboratório. Ela revela que ao assumir a direção do Lifal encontrou funcionários com 10 meses de salários atrasados, problema que conseguiu corrigir graças a diversos convênios com o Ministério da Saúde, regularizando a situação três meses antes do compromisso firmado com os servidores. Para Amália Amorim, a relação de conflito com o Sindquímica tem origem na decisão de convocar funcionários da Carhp e cooperados para substituir funcionários afastados por decisão da Procuradoria Regional do Trabalho (PRT). ?Era uma decisão legal e tinha que ser cumprida, mas o Lifal precisava de pessoal e tratamos de contratá-los?, acrescenta a ex-diretora. Sobre a acusação de ter construído uma praça com recursos destinados à compra de medicamentos, Amália afirma que o Sindquímica dá uma demonstração de desconhecimento de normas ambientais. ?Fomos alertados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária sobre o lixo, com ratos, baratas e morcegos, existente no entorno do laboratório. Uma das soluções foi assumir a área onde construímos a praça e outra onde foi criada uma horta medicinal. Foram medidas de responsabilidade social que beneficiaram o Lifal. Infelizmente, o sindicato não considera isso benefício aos trabalhadores?, afirmou a médica.

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