Decreto
MOVIMENTO AINDA NÃO ANIMA LOJISTAS QUE REABRIRAM PORTAS
Dos 7 mil empregos gerados somente no Centro da capital, 2 mil pessoas podem ser demitidas, segundo a Aliança Comercial
Apesar da flexibilização do decreto de emergência do governo de Alagoas, que permitiu a abertura de algumas lojas do comércio, o prejuízo do setor ainda será grande. As lojas que abriram representam apenas cerca de 30% do efetivo do comércio. Dos 7 mil empregos gerados somente no Centro da capital, 2 mil pessoas podem ser demitidas, segundo a Aliança Comercial de Maceió.
A Aliança Comercial já havia, no começo do mês de abril, divulgado que o prejuízo sofrido pelo comércio seria na faixa do R$ 1,6 bilhão, e segundo o presidente da Aliança Comercial, Guido Santos, a abertura das lojas não irá minimizar isso. “As lojas que abriram devido à flexibilização do decreto do governo de Alagoas são lojas que não possuem muitos peso. Com exceção das lojas de tecido, não fazem uma diferença realmente grande. Só foi reaberto cerca de 30% do comércio, talvez menos. E muitas delas não estão faturando nem metade do que faturavam antes”, disse Guido Santos.
O presidente relata ainda que muitas lojas, devido aos prejuízos por ficarem tanto tempo fechadas, não voltarão a abrir as portas, levando o comércio a ter em torno de 2 mil demissões, dos cerca de 7 mil empregos que são gerados no calçadão do Centro da capital alagoana.
Ele reforça ainda seu descontentamento com as medidas do governo de Alagoas que impedem o comércio de voltar a funcionar de forma mais ampla. “Tem muitos estabelecimentos abertos, por exemplo casas lotéricas e a própria Receita Federal, que estão gerando filas, mas, enquanto isso, a proposta de abertura das lojas do comércio em horário reduzido, das 9h às 17h, não foi aceita”, relatou Guido Santos.
FECOMÉRCIO
Para o assessor técnico e economista da Federação do Comércio do Estado de Alagoas (Fecomercio), Felippe Rocha, com a abertura das lojas do comércio a preocupação agora se torna em faturar, uma vez que os prejuízos sofridos não serão amenizados. “A questão agora vai ser o setor deixar de perder, porque o que foi perdido não será amenizado. Os 30 dias sem atividade do setor, onde seriam perdidos, de acordo com estudo realizado pela Fecomercio, cerca de R$ 53 milhões por dia, isso em 30 dias sem funcionar, não vai ser ressarcido. Agora vamos ter que achar uma forma de fazer o setor parar de perder”, disse o economista. No que tange às demissões, o economista não explicitou dados porque os dados de emprego possuem defasagem de 2 meses, e segundo ele ainda não há como afirmar quantos serão demitidos.
* Sob supervisão da editoria de Economia.
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