Cidades
SUPERINTENDENTE DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE DEIXA O CARGO
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A superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau/AL), Cristina Rocha, confirmou à imprensa que deixou o cargo. A servidora, contudo, não revelou os motivos e qual função deve ocupar posteriormente. A exoneração dela, que acende a crise na Saúde do governo Renan Filho (MDB), deve ser divulgada no Diário Oficial do Estado.
Apesar de a notícia vir à tona agora, Cristina Rocha pediu exoneração no final de semana, ao enviar carta ao secretário de Saúde, Alexandre Ayres, pontuando os seus motivos, que, até o momento, não foram ditos pela servidora, a qual, inclusive, recusou-se a falar com a reportagem.
CENÁRIO DE CRISE
A saída da superintendente acendeu a crise que a Saúde de Alagoas vem enfrentando. Na última semana, o deputado Davi Maia (DEM), durante entrevista à Rádio 98 FM Gazeta, denunciou que o Laboratório Central de Saúde Pública de Alagoas (Lacen/AL) priorizava os testes para diagnóstico do novo coronavírus a pacientes que tinham algum tipo de influência no governo Renan Filho. O parlamentar reafirmou os relatos graves que fez, na sessão plenária da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), na quarta-feira (22), dando conta da prática evidente de nepotismo e de sucessivas falhas na administração do laboratório. De acordo com Davi Maia, os exames para detecção da Covid-19 só eram feitos no Lacen/AL, seguindo critérios políticos. Por fim, informou que tem documentos e a lista das possíveis prioridades que eram autorizadas pela governança. O deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB), também denunciou irregularidades no governo. Na última quinta-feira (23), o parlamentar ingressou com uma representação, no Ministério Público Federal (MPF), para informar a falta de transparência, da atual gestão, na prestação de contas dos recursos enviados ao Estado pelo governo federal, decorrentes da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).