Cidades
Sob pressão, governo de Alagoas manda distribuir EPIs em maternidade
Mas sindicato vê equipamentos em número insuficiente e orienta profissionais a não usá-los
Após denúncia de servidores à Gazeta, o governo de Alagoas informou, ontem, que enviou cerca de 40 mil Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) à Maternidade Escola Santa Mônica, que é gerida pela Universidade Estadual de Ciência da Saúde de Alagoas (Uncisal).
A direção do Sindicato dos Servidores da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Sinsuncisal) havia denunciado que os profissionais da instituição estão trabalhando com materiais inadequados. Devido a isso, oito funcionários testaram positivo para Covid-19 e outros 11 foram considerados como casos suspeitos.
Os equipamentos distribuídos foram divididos em 26 mil máscaras cirúrgicas, 600 máscaras PFF2, 850 unidades de aventais impermeáveis com manga longa e 12 mil toucas.
A Uncisal explicou que a maternidade em questão registrou um aumento do consumo dos EPIs em virtude do combate ao novo coronavírus, o que a levou a funcionar com contingenciamento desses equipamentos de proteção.
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Denúncia
A diretora do Sinsuncisal, Risonilda Costa, revelou que os EPIs disponibilizados às equipes não são suficientes. Por isso, a direção da entidade orientou os servidores a não iniciarem o trabalho sem todos os equipamentos de proteção necessários.
"A nossa preocupação é que os servidores da Uncisal não estão conseguindo os EPIs adequados enquanto estão trabalhando. Eles utilizam máscaras de péssima qualidade e, o pior, os que não apresentam sintomas, mas tiveram contatos com pessoas infectadas, não estão sendo testados", disse.
Ainda de acordo com ela, duas profissionais estão internadas, uma delas em estado grave, em leitos de hospitais-referência no tratamento da doença. Ambas trabalham na Maternidade Escola Santa Mônica. Outra técnica de enfermagem, dois técnicos de raios-X, uma médica e dois residentes do quadro da Uncisal estão afastados do trabalho após serem infectados pelo vírus.