Cidades
SINTEAL DIZ QUE NÃO DEVE HAVER PRESSÃO PARA RETOMAR AULAS
Diante do avanço do número de casos do novo coronavírus em Alagoas, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), Maria Consuelo Correia, defende que não deve haver pressa no retorno do ano letivo nas escolas públicas. O novo decreto suspende as aulas em escolas, ?universidades e faculdades das redes pública e privada até o dia 31 de maio.
“Nós já esperávamos a prorrogação da suspensão das aulas para não aumentar o número de infectados. É uma medida muito prudente postergar o retorno da vida social, a gente sabe da preocupação sobre o número de infectados e mortes”, avalia a presidente do sindicato. Servidores da educação seguem trabalhando - em regime de teletrabalho - com exceção dos que não podem exercer as atividades nessa modalidade.
A principal queixa do Sinteal nesse momento de pandemia é a obrigatoriedade do ensino à distância para alunos que não têm como acompanhar as aulas. “Os professores estão trabalhando no formato de teletrabalho, mas temos grandes preocupações por não atender a todos os alunos. É uma educação excludente. É algo novo, necessário, mas é preocupante. A gente fez nota, provocou o Ministério Público. A gente tem denunciado, mas até então, tanto na rede municipal, quanto na estadual eles estão passando atividades para os nossos alunos”, lamenta Maria Consuelo. Segundo a presidente do Sinteal, não há necessidade nesse momento de fechar o ano letivo dentro do ano civil e nem mesmo correr para realizar o Enem, quando não há certeza de quando essa pandemia vai acabar. “Na rede municipal até agora não está sendo contabilizado como dia letivo, é só para manter o contato dos estudantes com os professores para que não fiquem na vulnerabilidade. Mas tive a informação que na rede estadual, a partir de agora, vai ser contabilizado como dia letivo. E aqueles que não têm acesso à internet? vários alunos estão de fora porque não têm ferramentas para acompanhar essas aulas online. Tem até professor que não tem como dar essas aulas. Nós não somos contrários as tecnologias, mas não houve tempo para essa preparação ser construída. A proposta é interessante, mas não se adequa a nossa realidade”, finaliza.