Cidades
Casa do Especial precisa de solidariedade e apoio
ANA MÁRCIA A alegria dos alunos com paralisia cerebral, síndrome de Down, autismo e outras deficiências mentais severas, sem condições de sociabilidade, sensibiliza e chama a atenção para a necessidade de intervenções de solidariedade. Eles são atendidos na instituição filantrópica Fundação Casa do Especial, que enfrenta dificuldades em todos os sentidos: o prédio está com a estrutura física em estado precário, falta equipe multidisciplinar, voluntários e recursos para a manutenção do serviço e para despesas com encargos. Segundo a voluntária da Casa e uma de suas fundadoras, Rute Freitas, são atendidas atualmente 28 pessoas especiais de variadas faixas etárias, mas a programação seria para atender 40. ?Nós recebemos as pessoas que não são aceitas em outras escolas, pelo elevado grau de dependência e a dedicação exigida, para comer ou ir ao banheiro. As outras escolas selecionam porque contam com resultados, e isso acontece de forma lenta?, diz Rute, ao ressaltar ficar muito feliz quando um especial consegue uma simples vitória como aprender a contar 1, 2, 3. Apesar de as pessoas atendidas pertencerem a faixas etárias diferentes: crianças, adolescentes e adultos, na prática, a idade mental de cada um varia entre seis meses, um ano ou, no máximo, cinco anos. Alan, 8, e Léo, 16, são irmãos, ambos com paralisia cerebral. Eles e os colegas freqüentam a instituição em regime de semi-internato, permanecendo os dois horários, mas só alguns conseguem ser alfabetizados. A Casa do Especial só conta com o trabalho de pedagogos. De acordo com a coordenadora pedagógica Maria José Galvão, seria necessário uma equipe com psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, entre outros profissionais para a formação de uma equipe multidisciplinar. ?Temos sócios contribuintes, mas a arrecadação só cobre metade da folha de pagamento e um convênio federal, firmado por meio da Secretaria Municipal de Ação Social, capta mais R$ 754,00, mas não chega todos os meses?, afirma Maria José. Maria José e Rute Freitas apelam para a solidariedade via sociedade civil. ?O que a gente pede é socorro mesmo, que olhem para o especial, um ser diferente que existe para que as outras pessoas percebam o quanto é maravilhoso ser considerado normal?, apela Rute. Parte dos assistidos recebe um salário mínimo, mas suas famílias já são extremamente carentes, sem condições de comprar nem um tubo de cola para doar à escola. O serviço de transporte é garantido, de forma eficiente, pela Prefeitura de Maceió. As pessoas também podem contribuir doando notas fiscais para que a entidade receba os recursos da campanha fiscal: ?Cidadão Nota 10?. Parte da arrecadação da campanha vai ser empregada na recuperação da fachada do prédio, bastante precária atualmente. Quem quiser contribuir poderá visitar a casa, na Av. Presidente Getúlio Vargas, s/n, Murilopólis. Telefone: 338-5199.