Cidades
23,6% DOS MORTOS TÊM ENTRE 20 E 49 ANOS
Um quarto das fatalidades causadas pelo novo coronavírus no Estado de Alagoas são de jovens ou jovens adultos, faixa etária que compreende pessoas entre os 20 e os 49 anos, segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). O número exato é 23,6% dos óbitos, 21 dos 89 registros até esta quarta-feira (06).
Um jovem de 24 anos, por exemplo, sequer tinha alguma comorbidade. Morreu no dia 21 de abril no Hospital Geral do Estado (HGE) sem nenhum histórico de doença prévia. Não é o único: outras cinco pessoas, todos do sexo masculino, já morreram na faixa etária sem nenhuma comorbidade. Eram homens dos 34 aos 46 anos que morreram entre 24 de abril e 04 de maio.
Os casos considerados graves, que registram Sindrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), são 305 em Alagoas até o relatório de quarta-feira (06). 102 deles tinham entre os 20 e 49 anos, 33,4% do total. Três casos eram crianças menores que 10 anos, que sofreram com o quadro respiratório grave. O relatório desbanca o mito de que o Covid-19 mata somente pacientes idosos ou aqueles que tem condições fragilizantes, as comorbidades, que vão de HIV até asma e problemas na pressão arterial. “Mesmo os jovens sem comorbidades têm morrido pela Covid-19”, ressaltou o médico Oncologista Marcos Davi Lemos à nota da Sesau. Com um cenário de escalonamento rápido no numero de casos, onde até esta primeira semana de maio já se registra mais da metade do total de óbitos do mês anterior, médicos alertam que o Estado de Alagoas depende do isolamento social para garantir que seu sistema de saúde não entre em colapso rapidamente. A estimativa da pasta era que isso ocorresse até a metade deste mês.
O oncologista Marcos Davi lembra que, como não existem ainda respostas seguras para afirmar quais as razões concretas da mortalidade nessa faixa etária, a medicina recomenda que indivíduos jovens tenham os mesmos cuidados que os mais idosos: “É preciso manter o distanciamento social, só sair à rua quando realmente necessário, usando máscaras e sempre evitando aglomerações”.
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