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SINDICATO DOS RODOVIÁRIOS DIZ NÃO ESPERAR DEMISSÕES

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As mudanças no decreto do governo para conter o avanço do novo coronavírus não alteram a previsão de queda no faturamento anunciada pelo Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros (Sinturb) de 75%. Com isso, os empresários do setor já avisaram que se a situação perdurar por mais pode haver uma redução de até 30% dos postos de trabalho. Sandro Reges, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Alagoas (Sinttro/AL), disse que a categoria não foi informada sobre possibilidade de demissões. “A gente soube pela imprensa e repudia se isso vier a acontecer, mesmo porque a gente está com uma convenção de emergência que sustenta que as empresas não demitam os funcionários por conta de que houve redução de salários e de carga horária”, explica.

A redução de salários e a carga horária estão previstas na Medida Provisória 936/2020 do governo federal para reduzir os impactos causados pela pandemia do novo coronavírus. “As empresas receberam ajuda do governo federal para reduzir custos com a folha e agora querer vir falar em demissão. Isso não é coisa para se falar agora não. Tem que se falar lá na frente “, questiona o presidente do Sinttro/AL. Segundo o Sinturb, no primeiro mês de enfrentamento do coronavírus e período de isolamento social em Maceió, a entidade registrou uma queda de passageiros de aproximadamente 75%, e as empresas estão sofrendo graves problemas financeiros. “Os custos do transporte são em maioria, custos fixos, em especial o custo com funcionários que representa cerca de 50% do total. Neste sentido, o Sinturb e as empresas sindicalizadas não desconsideram que a qualquer momento possa haver uma redução em torno de 20% a 30% dos postos de trabalho, para evitar um estrangulamento no sistema de transporte de passageiros da capital”, explica o sindicato.

Com o novo decreto, que determina que o transporte público só poderá rodar com passageiros sentados, devendo respeitar o limite da capacidade de assentos, mais veículos estão voltando a circular para atender a demanda. “Vi entrevista do superintendente da SMTT dizendo que a frota vai voltar ao normal, se for voltar, as empresas têm que ter um aporte da prefeitura para ajudar na folha de pagamento e do óleo diesel, que são gastos fixos das empresas”, avalia Sandro Reges. Atualmente 300 ônibus, que corresponde a 50% da frota, estão circulando. O Sinturb explica que a preocupação das empresas do setor é saber como ficarão os empregos após os três meses da Medida Provisória do Governo Federal em que é permitida a redução de jornada do empregado. “Fato é, após este período caso a demanda não volte, as empresas podem ser obrigadas a reduzir os postos de trabalho para evitar que o transporte de passageiros da capital pare. A estimativa das empresas é que a queda de demanda persista mesmo após a liberação de mais setores da economia”, acrescenta a assessoria do sindicato. Em nota, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) informa que a frota de ônibus voltará a operar com 100% de sua capacidade de forma gradual, para atender as determinações do novo decreto governamental durante a pandemia do novo coronavírus. O órgão destaca, ainda, que já vem reforçando a frota de coletivos nos horários de pico para atender aos passageiros do Sistema Integrado de Mobilidade de Maceió (SIMM) da melhor maneira possível. A SMTT esclarece também que coletivos extras foram disponibilizados para atender exclusivamente os passageiros que aguardam o embarque nos corredores de transportes. A medida adotada busca diminuir o tempo de espera nos pontos de ônibus e evitar a aglomeração de pessoas nesses locais.

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