Cidades
Profissionais da Santa Mônica denunciam a falta de equipamentos de proteção adequados
Profissionais que atuam na Maternidade Escola Santa Mônica (MESM) - de responsabilidade da Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) - afirmam que estão sem equipamentos de proteção adequados para tratar dos pacientes diagnosticados com a Covid-19. A situação é ainda pior, segundo eles, na Central de Material Esterilizado (CME) da unidade, visto que os EPI’s são ainda mais escassos para os funcionários ou, até mesmo, de baixa qualidade, deixando a situação calamitosa em meio a uma pandemia que pode colapsar a Saúde do estado de Alagoas.
Conforme um técnico de Enfermagem da Santa Môncia, que preferiu não se identificar, o único equipamento disponibilizado pela unidade é uma máscara respiratória PFF2, mas que isso não é o suficiente. “Só recebemos esse material. Porém, não temos luvas, avental impermeável e viseiras em grandes quantidades e de qualidade boa. As luvas que têm, para se ter uma ideia, é para ser usada por todos. Se os funcionários não comprarem seus próprios equipamentos, o risco de se contaminarem é grande”, desabafou.
Ainda segundo ele, a escassez de funcionários também vem prejudicando a dinâmica de atediamento da unidade hospitalar, visto que muitos profissionais estão afastados por suspeitas de estarem com a doença, sobrecarregando quem permaneceu trabalhando. “Reivindicamos escalas extras, mas a coordenadora, até o momento, não se posicionou acerca do pedido”, frisou.
O profissional voltou a fazer duras críticas aos equipamentos recebidos, principalmente com relação aos aventais distribuídos aos funcionários. “Diz na embalem que é impermeável, mas não é, é de um material de baixíssima qualidade. Quando usamos, nos molhamos todos, sem proteção alguma. As máscaras cirúrgicas que recebemos também deixam a desejar, visto que recebemos apenas duas quantidades, tendo que ficar 6h com cada uma, sendo que o correto é 2h”, detalhou.
Na Central de Material Esterilizado (CME) da unidade, a situação é mais agravante, conforme disse o técnico de Enfermagem, ao ressaltar que os EPI’s são mínimos e sem qualidade, sendo todos eles compartilhados por mais de dois profissionais.
“No ambiente só temos dois pares de luvas, dois capotes e duas viseiras. Tudo isso para todo mundo, quando o indicado é que cada funcionário tenha o seu. E o resultado não poderia ser positivo, né? Temos muitos profissionais adoecendo e se afastando”, contou. A autoclave da CME, que é utilizada para esterilizar materiais e utensílios diversos, encontra-se quebrada, contribuindo para um possível risco de contaminação da Covid-19, visto que os equipamentos utilizados pelos pacientes infectados não serão limpos de maneira adequada. “Ela está sem funcionar desde a semana passada. Daí temos que sair e fazer os procedimentos cabíveis no HGE [Hospital Geral do Estado], completou. A reportagem entrou em contato com a Santa Mônica, que informou, por meio de assessoria, que a direção da unidade já está ciente da denúncia e que encontra-se reunida com outras autoridades para avaliar a situação.