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Privatização

BANCÁRIOS ALAGOANOS CRITICAM POSIÇÃO DO MINISTRO DA ECONOMIA

Em reunião cheia de palavrões com o presidente Jair Bolsonaro, Paulo Guedes sugeriu a venda urgente do Banco do Brasil

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Em encontro , o ministro Paulo Guedes sugere a venda rápida do Banco do Brasil
Em encontro , o ministro Paulo Guedes sugere a venda rápida do Banco do Brasil -

Os ecos da reunião em que supostamente o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teria revelado o interesse de interferir na Polícia Federal, divulgados em forma de vídeo na última sexta-feira, foram além do que havia denunciado o ex-ministro Sérgio Moro. Entre várias falas desastrosas de seus ministros, nem o homem forte da economia, Paulo Guedes, escapou ao criticar as dificuldades para intervir na direção administrativa do Banco do Brasil e ao defender sua privatização com um palavrão. Ontem, o presidente do Sindicato dos Bancários de Alagoas, Márcio dos Anjos, deixou clara a posição de resistência, mas também de indignação da entidade com o modo em que a instituição centenária foi tratada. Em sua avaliação, a reunião não merece ser tratada como algo sério, dada a quantidade de palavrões. "Aquilo tá mais para uma reunião de boteco do que de uma encontro para decidir os rumos de uma nação diante de uma pandemia. A única coisa que não se falou foi da doença, demonstrando um despreparo enorme dessas pessoas. Foi um descaso total com o país e suas riquezas. Estamos vivendo numa pandemia e o mínimo que se esperava era que o chefe da nação estivesse preocupado, o que ele deixou claro não estar. Sobre a questão do Banco do Brasil, não é a primeira vez o ministro Paulo Guedes manifesta sua intenção clara de privatizá-lo. Já disse isso muito antes. Essa foi apenas mais uma das besteiras que fala e que vai privatizar o BB", lembrou Márcio. O fato do ministro ter se referido a entidade com um palavrão, em sua avaliação foi reflexo de como o próprio presidente estava conduzindo o encontro e tratava de questões sérias da mesma maneira. Por isso, acredita que o mal exemplo dado pelo presidente foi apenas seguido, semelhante ao de "um pai que fala palavrão e que naturalmente influencia o filho". Segundo revelou, os bancários veem com muita preocupação, mas a categoria em nível nacional já vem tomando medidas no sentido de defesa do BB. Ele lembrou que os bancários no país, no segmento público e privado, que tem uma comitiva nacional que garante direitos iguais em todo o Brasil. "Nós fazermos movimentações em defesa do Banco do Brasil e das empresas públicas como um todo. Isso foi criado desde antes do golpe (a queda da presidente Dilma Roussef) em defesa dos bancos públicos e outras instituições. Só vamos intensificar essa defesa que inclui a Caixa Econômica, o Banco do Nordeste, o BNDS e o BASA, até porque são instituições que fomentam o desenvolvimento", disse Márcio. A articulação para isso já está em curso e só foi mais acelerada desde a sexta-feira quando o Brasil tomou conhecimento de forma explícita e desrespeitosa dos planos do governo. O sindicalista lembrou ainda que a intenção de vender o patrimônio do BB é parte de uma estratégia do governo Federal que atende a uma pauta previamente apresentada pelo sistema financeiro privado do país. "O que ele falou também em relação às empresas, pois colocaram dinheiro nas empresas grandes para não ter prejuízo colocando nas empresas pequenas. Percebemos claramente apenas que o ministro (Paulo Guedes) não tem compromisso com nada e sim com o liberalismo”, disse. O próximo passo é o encaminhamento de uma grande mobilização em nível nacional, a partir das grandes capitais, mas se espalhando por todo o país, já que no caso do BB ele tem ramificação nas grandes e nas pequenas cidades. A proposta é que a articulação envolva também o cidadão comum, que no dia a dia sabe do valor e da qualidade do trabalho dos bancos públicos. "Um exemplo está aí com os trabalhadores da Caixa Econômica, que em meio à pandemia estão atendendo o povo”, destacou. Por conta da importância social ocupada pela Caixa nesta crise, ele acredita que a população acabou percebendo ainda mais quem são seus verdadeiros aliados no momento em que as crises existem. Por isso, deverá refletir no apoio em defesa do patrimônio público, uma vez que as pessoas viram o esforço dos trabalhadores e os riscos que correram junto a eles.

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