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UM TERÇO DE VÍTIMAS NÃO LOCALIZADAS É CRIANÇA OU ADOLESCENTE
UM TERÇO DE VÍTIMAS NÃO LOCALIZADAS É CRIANÇA OU ADOLESCENte
O Núcleo de Direitos Humanos do Ministério Público Estadual de Alagoas (MP/AL) chamou a atenção, nesta segunda-feira (25), Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, sobre as questões relacionadas ao assunto, ao divulgar que quase mil famílias, somente nos dois últimos anos, têm algum parente que desapareceu e nunca mais foi encontrado, além de que quase 60% dessas vítimas são do sexo masculino. Dados apontam, inclusive, que 33,63% das vítimas desaparecidas são crianças e adolescentes.
O Núcleo de Direitos Humanos, no entanto, reforça a importância de a população registrar esse tipo de ocorrência no Programa de Identificação e Localização de Pessoas Desaparecidas de Alagoas (Plid/AL), que, agora em 2020, contou com um reforço importante em prol dessa causa, o Clube de Regatas Brasil (CRB).
O Plid/AL foi concebido em 2018 a partir da preocupação do Ministério Público Estadual de Alagoas com centenas de famílias alagoanas que enfrentam a dor de ter um parente desaparecido.
“O programa tem a missão de permitir que cidadãos desaparecidos possam ser encontrados por suas famílias ou que estas, pelo menos, tenham a chance de se despedir deles com o mínimo de dignidade. Com dois anos de existência, ele chegou a Alagoas depois que assinamos o acordo de cooperação técnica com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que criou o Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos no âmbito do Ministério Público brasileiro (Sinalid)”, explicou o procurador-geral de Justiça, Márcio Roberto Tenório de Albuquerque.
MECANISMO
Segundo a coordenadora do Núcleo de Direitos Humanos do MPAL e do Plid/AL, promotora de Justiça Marluce Falcão, quando a instituição soube da existência do Sinalid, de imediato buscou as tratativas necessárias para trazê-lo para o Estado. “O Ministério Público não poderia ficar parado diante dessa problemática e enxergou, no Plid, um caminho resolutivo para combater os índices oficiais de pessoas desaparecidas. Já conseguimos localizar muita gente, e acreditamos que o programa é importante mecanismo que pode reacender a esperança para as famílias que sofrem com a ausência inesperada de seus parentes”, disse ela. Entre o ano de 2018 e maio de 2020, o Plid/AL contabilizou 996 desaparecimentos. No Brasil inteiro, também no último biênio, os números somam 82 mil pessoas que sumiram e, desse total, 40% são crianças e adolescentes. Aqui no estado, os menores de idade representam 33,63%.