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ALAGOAS ZERA DESMATAMENTO DA MATA ATLÂNTICA

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Na contramão do restante do país, o Estado de Alagoas zerou o desmatamento detectável (acima de três hectares, ou 30 mil km²) no ano de 2019, segundo o relatório Atlas da Mata Atlântica 2018-2019, da ONG SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Além de AL, Rio Grande do Norte também atingiu o marco. Os dados não foram tão animadores para o restante do país, que registrou um crescimento de 27,2% no desmatamento do bioma no comparativo ao período de 2017-2018. Foram 14.502 hectares de Mata Atlântica desmatados em todo o país, segundo análise das instituições. Minas Gerais, repetindo a posição do comparativo anterior, foi o estado com o maior desmatamento, com uma perda de quase 5 mil hectares de floresta. Vieram em seguida a Bahia (3.532 ha) e Paraná (2.767 ha). Apesar dos dados animadores, vale ressaltar que a redução diz respeito ao desmatamento detectado pelos satélites do Inpi, que conseguem visualizar zonas superiores a 3 hectares. Desmatamentos menores que isso e distribuídos pela mata nativa são indetectáveis pelo sistema. A taxa de desmatamento do bioma vinha em franca queda desde o início dos monitoramentos, em 1985. Antes feito a cada cinco anos, o registro de 1985-1990 captou mais de 107 mil hectares retirados anualmente no país, num total de 536.480 no período de cinco anos mapeado. Os números voltaram a crescer em 2011, quando houve um salto dos então 14.090 hectares para 21.977 em 2012. Após voltar a curva decrescente em 2017-2018, a taxa voltou a subir a partir de então, seguindo a tendência de subida nos números de desmatamento registrados em outros biomas que ambientalistas associam ao discurso e políticas do governo Jair Bolsonaro (sem partido). De 11.399 hectares desmatados de 2017 para 2018, subimos para 14.502 no biênio seguinte, do atual levantamento. Sobre o Atlas da Mata Atlântica O Atlas da Mata Atlântica é uma iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que monitora o bioma desde 1985, disponibilizando dados da série histórica do desmatamento no bioma Mata Atlântica. Com patrocínio do Bradesco Cartões e execução da sociedade de geoprocessamento Arcplan, o levantamento usa recursos técnicos do Inpe, como satélites, para fazer o mapeamento da Mata Atlântica no país.

Os lotes acima de 3 hectares de área contínua são classificados como de estágio primário, médio e avançado de regeneração e monitoradas para alterações que podem indicar desmatamento. Essas alterações são mensuradas e contabilizadas nos relatórios da ONG.

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