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MEDICAMENTOS SÃO USADOS PARA MINIMIZAR OS SINTOMAS Na ausência de uma vacina que combata o coronavírus, os pacientes de Alagoas dependem de medicamentos para amenizar os sintomas da doença. “Não posso dizer que estamos fazendo, porque faltam medicamentos, mas, estamos tentando combater o vírus usando medicamentos que são considerados promissores no combate à doença, como a hidroxicloroquina, a ivermectina, por exemplo”, relatou Pedrosa. Já o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed
Na ausência de uma vacina que combata o coronavírus, os pacientes de Alagoas dependem de medicamentos para amenizar os sintomas da doença. “Não posso dizer que estamos fazendo, porque faltam medicamentos, mas, estamos tentando combater o vírus usando medicamentos que são considerados promissores no combate à doença, como a hidroxicloroquina, a ivermectina, por exemplo”, relatou Pedrosa.
Já o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL), Marcos Holanda, acredita que a única coisa efetiva para o combate contra a Covid-19 é a vacina. “O tratamento propriamente só poderá ser 100% efetivo com o uso da vacina, que não acredito que saia mais neste ano, pelo tempo de estudo que leva até ficar pronta. O medicamento que usamos pode chegar a diminuir os sintomas, mas não é nada concreto, caso contrário não teríamos tantos mortos”, explicou Holanda.
No que tange aos tratamentos em Alagoas, Marcos reforça que uma grande parte chega a se recuperar sozinha e apresenta sintomas mais básicos. Ele explica que a efetividade do uso de medicamentos como hidroxicloroquina, ivermectina, ou tratamento com corticoides, é da relação médico paciente. Segundo ele, se o paciente e o médico acreditam que o tratamento com esses medicamentos vai ser útil, não vê motivos para não ocorrer, reforçando que há efeitos colaterais no uso.
O presidente do Sinmed/AL frisa que, neste momento, o que está acontecendo são testes e pesquisas a respeito do uso de medicamentos que possam ou não ser efetivos no combate ao novo coronavírus.
Ele cita uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Ceará (UFC) no mês de março, em que os pesquisadores disseram que não há efetividade clínica comprovada sobre o uso da hidroxicloroquina e que a prescrição médica dela deve ser realizada de forma cautelosa, racional e individualizada.
INFECTOLOGISTA
O otimismo compartilhado pelos médicos é o mesmo do infectologista Marcelo Constant, que acredita sim que uma cura está próxima, porém no começo do ano de 2021. “A universidade de Oxford, em Londres, está iniciando a testagem em seres humanos e incluirá o Brasil na experiência, então chegamos a essa fase, é um bom passo mas talvez demore um tempo, já que temos que aguardar a resposta do organismo que recebeu o teste da vacina”, explicou Constant. Ele conta que duas coisas devem ser levadas em consideração neste momento: a primeira é que a vacina está sendo trabalhada e a segunda é que esse processo não é rápido e passa por fases. Então, no ano de 2020, uma vacina para a Covid-19 é improvável. Constant exemplifica o processo com outras doenças, como o sarampo, e conta que, por estarmos lidando com uma doença nova, não há como dar a certeza de um tempo certo para a vacina ser encontrada.
“Testes estão avançando em todo o mundo. Já vi pesquisas na China, em Israel, nos Estados Unidos e até aqui no Brasil. Estamos dando passos largos, mas por ora o que nos resta é esperar que os resultados sejam satisfatórios e que o vírus não sofra mutações, que podem atrasar ainda mais a vacina”, ressaltou o infectologista. “Se tudo der certo, espero que no próximo ano já tenhamos conseguido desenvolver uma vacina para essa doença”. WM
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* Sob supervisão da editoria de Cidades.