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INQUÉRITO CONTRA ADVOGADOS SERÁ ENVIADO À JUSTIÇA ESTA SEMANA

Polícia Civil toma os últimos depoimentos de envolvidos no esquema de transferência de presos

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Investigações vêm sendo tomadas pela Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic) e estão avançadas
Investigações vêm sendo tomadas pela Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic) e estão avançadas -

A Polícia Civil faz as últimas diligências para concluir o inquérito que investiga esquema que envolvia advogados suspeitos de integrar esquema criminoso que facilitava a transferência de recolhidos do Presídio do Agreste para unidades prisionais do estado. O caso deve ser enviado ainda esta semana à Justiça. “O Rossemy, nós mesmos divulgamos o nome dele, conseguiu demonstrar a priori que não tinha participação com o esquema. Estamos fazendo as últimas diligências do caso para concluir esse inquérito ainda esta semana. Hoje (ontem) ouvimos mais duas pessoas que são da assessoria da Vara de Execuções Penais, inclusive um desses depoimentos ajudou a esclarecer e robustecer ainda mais os elementos probatórios de nós já temos”, declarou o delegado Gustavo Henrique Barros, coordenador da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic). Em entrevista à Gazeta, o advogado Rossemy Doso, que chegou a ter prisão decretada, negou envolvimento no esquema, situação confirmada pelos investigadores. “Acredito que meu nome pode ter sido citado porque tenho amizade com um dos advogados. Em nenhum dos processos dos presos que fizeram a denúncia aparece meu nome. Não havia indício contra mim e isso foi reconhecido pelos delegados e a própria Justiça”, declara o advogado Rossemy Dosso. Já os advogados Fidel Dias de Melo Gomes, Ruan Vinícius Gomes de Lima e Hugo Soares Braga são citados na investigação. Os dois primeiros chegaram a ser presos, mas já estão em liberdade. “Ressalto que dos quatros mandados de prisão temporárias expedidos no âmbito da operação ‘bate e volta’ o meu foi o único que não necessitou ser cumprido, de igual forma não fui encaminhado ao sistema prisional, tão pouco foi necessário habeas corpus para minha liberação”, diz o advogado em nota, acrescentando que sua situação pode ser confirmada no diário da justiça eletrônica, publicado no dia 05 de junho. “A própria vara que expediu os mandados de prisão revisou o caso com base nos documentos já existentes e nos novos depoimentos colhidos e viu que sou apenas citado por um preso como sendo sócio de outro investigado, mas sem falar qualquer processo que eu tenha. Para não restarem quaisquer dúvidas sobre a minha lisura, entreguei espontaneamente meu telefone celular para ser periciado, entreguei todos documentos que se fizerem necessário, disponibilizei meus sigilos bancários, fiscais e telefônicos, disponibilizei senhas de redes sociais e de e-mail, para que pudesse ser investigado de forma ampla a minha vida”, acrescenta nota. As prisões foram realizadas em cumprimento a mandados expedidos pela 10ª Vara Criminal da Capital durante uma operação deflagrada na última quarta-feira. As investigações tiveram origem após relato da juíza Renata Malafaia, que atua 16ª Vara Criminal de Execuções Penais.

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